Você sabe o que comer antes, durante e após o exercício físico?

Postado em Nutrição by Plástica Montenegro

Por Laís de Deus B. Murta

Nutricionista Clínica e Esportiva

Que uma alimentação equilibrada é importante para saúde você já deve saber. Mas, quando o assunto é exercício físico, ela pode ser determinante para que você alcance seus objetivos, seja perder aquela gordurinha ou mesmo aumentar a massa muscular. Bem alimentado, o corpo responde melhor aos estímulos da atividade física.

PRÉ-TREINO

Uma alimentação pré-treino deve ser rica em carboidratos de boa qualidade, ou seja, carboidratos integrais, ricos em fibras. Os carboidratos são os principais nutrientes que fornecem energia, mas fuja dos refinados (açúcares, doces, pães brancos, farinha branca).

Sugestão 1 (exercícios aeróbios): Banana amassada com cacau, canela e farelo de aveia.

Sugestão 2 (exercícios de força): Sanduíche com pão integral, patê de atum com abacate e  suco de uva integral.

DURANTE O TREINO

Durante treinos extenuantes, com duração maior que 2 horas, é recomendado que se realize a reposição de carboidratos, já que os níveis de energia vão caindo conforme o esforço. Essa reposição pode ser feita através de bebidas isotônicas, géis de carboidratos, água de coco, etc. Mas se seu objetivo for perder peso ou se sua atividade tiver uma duração menor, não há necessidade desta reposição. Beber água a cada 15 minutos de treino é mais do que suficiente.

PÓS-TREINO

Após o exercício, seu organismo estará “desesperado” por nutrientes, a fim de reparar os danos musculares provocados pelo exercício. Esta refeição deve conter um pouco de carboidrato, para recuperar os estoques de energia, e proteínas, já que elas serão os “tijolinhos” que serão utilizados na reconstrução do músculo lesado. Se você quiser perder peso, espere meia hora para realizar seu lanche.

Sugestão 1 (exercícios aeróbios): Vitamina com leite de soja light, framboesas congeladas, quinoa em flocos e mel.

Sugestão 2 (exercícios de força): Batata doce assada com alecrim e omelete com 2 ovos, tomate, cebola e salsinha com um fio de azeite extra virgem.

Laís de Deus B. Murta
CRN3 – 29040

Nutricionista funcional, especialista em Fisiologia do Exercício pela UNIFESP e pós- graduanda em Nutrição Funcional pela VP consultoria. Presta serviços de assessoria para empresas, atua na área clinica em consultórios e como personal diet – atendimento personalizado.

A Páscoa vem chegando e os chocólatras de plantão vão se animando. Mas afinal, o chocolate é mocinho ou vilão?

Postado em Nutrição by Plástica Montenegro

Por Laís de Deus B. Murta

Nutricionista Clínica e Esportiva

São várias as propriedades nutritivas do chocolate, mas sempre com a ressalva de que se trata de um alimento calórico que pode sabotar qualquer dieta. O chocolate contém um composto chamado fenilatilamina, que possui efeitos semelhantes aos das anfetaminas. Acredita-se que em pessoas mais sensíveis, esse composto seja o responsável pelo “vício”, já que talvez não possuam mecanismos eficientes para sua eliminação. Por outro lado, esta mesma substância libera em nosso cérebro dopamina, neurotransmissor relacionado com a sensação de felicidade.

Estudos sugerem que o consumo moderado de chocolate amargo (70% de cacau ou mais) pode prevenir o surgimento de doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, por possuir flavonoides, substâncias com propriedades antioxidantes.

Portanto, como tudo na vida, o que vale é a moderação. Mas fica a dica: se consumir chocolate, prefira os mais amargos e não exceda a dose diária de 30g.

CHOCOLATE AO LEITE – É o chocolate que possui maior teor de açúcar.

Porção de 100g

Carboidratos: 59,6g

Gorduras: 30,3g

Calorias: 540 Kcal

CHOCOLATE AO LEITE DIET – Por não conter açúcar, possui mais gordura que o chocolate ao leite, já que ela é adicionada para acentuar o sabor e a textura.

Porção de 100g

Carboidratos: 56,3g

Gorduras: 33,8g

Calorias: 557 Kcal

CHOCOLATE MEIO AMARGO – Este é o melhor, pois possui menor quantidade de açúcares e gorduras, além de conter mais massa de cacau, que confere a ele maior quantidade de antioxidantes.

Porção de 100g

Carboidratos: 32,4g

Gorduras: 29,9g

Calorias: 475 Kcal

CHOCOLATE BRANCO – Apesar de ser chamado de chocolate, este não possui massa de cacau, apenas a gordura. Por isso apresenta alto teor de açúcar e a maior quantidade de gordura e calorias. Além disso, não tem nenhuma propriedade antioxidante.

Porção de 100g

Carboidratos: 50,8g

Gorduras: 35,1g

Calorias: 569 Kcal

Laís de Deus B. Murta
CRN3 – 29040

Nutricionista funcional, especialista em Fisiologia do Exercício pela UNIFESP e pós- graduanda em Nutrição Funcional pela VP consultoria. Presta serviços de assessoria para empresas, atua na área clínica em consultórios e como personal diet – atendimento personalizado.

Nutrição Funcional

Postado em Nutrição by Plástica Montenegro

Por Laís de Deus B. Murta

Nutricionista Clínica e Esportiva

Ao definir Nutrição de uma maneira simplista, temos que esta é uma ciência que estuda todos os meios pelo qual o organismo recebe, utiliza e elimina os nutrientes.

Porém, pode-se dizer que a nutrição é muito mais ampla, abrangendo não apenas aspectos fisiológicos, mas também sociais, psicológicos, culturais e econômicos.

Retornando aos escritos de Hipócrates (460-370 AC) que já naquela época afirmava: “Deixe o alimento ser o seu remédio e o remédio seu alimento”, entende mosque cada nutriente, em cada alimento, exerce uma função específica no organismo. E cada organismo, sendo único, possui uma necessidade específica de nutrientes, que deve ser respeitada. Assim, chegamos ao conceito de Nutrição Funcional.

A Nutrição Funcional aplica a ciência dos nutrientes conforme a individualidade bioquímica, buscando prevenir e tratar desordens crônicas e complexas através da detecção e correção de desequilíbrios que geram doenças. Por isso não pode ser generalizada. Cada individuo deve ser respeitado e entendido como um todo.

Desequilíbrios nutricionais geram alterações fisiológicas diversas, até mesmo imunológicas e hormonais. Os sintomas destes desequilíbrios podem ser sentidos em todo o organismo, variando desde alterações na energia e disposição, alterações estéticas (celulite, desvitalização de pele e cabelos, flacidez etc), sobrepeso, desenvolvimento de doenças crônicas como dislipidemias – distúrbio caracterizado pela presença excessiva ou anormal de colesterol e triglicérides – e câncer, doenças inflamatórias como artrite reumatoide, alterações da tireoide, entre outras.

Ao se restabelecer a oferta de nutrientes essenciais, conforme as necessidades específicas do organismo, restabelece-se a saúde plena, entendida aqui como “vitalidade positiva”, e não mera ausência de doenças. Portanto, a saúde plena só será alcançada quando o equilíbrio de seu organismo, em termos nutricionais, fisiológicos, espirituais e mentais for alcançado.

Laís de Deus B. Murta

CRN3 – 29040

Nutricionista funcional, especialista em Fisiologia do Exercício pela UNIFESP e pós-graduanda em Nutrição Funcional pela VP consultoria. Presta serviços de assessoria para empresas, atua na área clinica em consultórios e como personal diet – atendimento personalizado.

Bulimia Nervosa

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Por Marjorie Vicente

Psicóloga de Imagem

 

ALERTA

Embora o risco de morte esteja abaixo do considerado na Anorexia Nervosa, a depleção de potássio (importante para a contração muscular) é gravíssima, pode levar a arritmia, parada cardíaca e a morte também.

INÍCIO

O início da Bulimia Nervosa tende as ser mais tardio do que o da Anorexia. Normalmente entre o final da adolescência e início da fase adulta. Importante ressaltar que algumas ocupações que dependem da boa forma parecem estar mais presentes na faixa de risco de desenvolvimento da bulimia sendo elas: modelos, dançarinas, atrizes, atletas, nutricionistas, entre outras.

Um terço dos bulimicos teve antecedentes de Anorexia Nervosa.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS

– episódios recorrentes de compulsão alimentar;

– tentativas de evitar possível ganho de peso através de métodos compensatórios: períodos de jejum, exercícios excessivos, e/ou purgativos: indução de vômitos após os episódios e/ou uso de laxantes;

– auto-estima totalmente vulnerável ao peso.

DESENVOLVIMENTO

Com início frequente no final da adolescência, o excesso de preocupação com o corpo e alimentação acaba por levar a tentativa de diversas dietas e iguais frustrações. Assim, os bulimicos descobrem a “eficácia” dos métodos purgativos e passam a ter comportamentos suspeitos como as idas ao lavatório após as refeições. O ciclo se instala e a ordem “bulimia – purgação” abre espaço aos sentimentos de vergonha, fracasso e culpa. A sensação de falta de controle nos episódios de compulsão é desesperadora. Alguns sintomas depressivos e ansiosos acompanham este ciclo como irritabilidade e angústia. Há prejuízo de atividades sociais e ocupacionais devido a tentativa de manter o ciclo, e também devido aos sentimentos relacionados.

CAUSA MULTIFATORIAL

As causas do desenvolvimento da bulimia nervosa também são multifatoriais. De qualquer forma, a força da mídia e os ideais culturais de beleza são os grandes vilões da atualidade.

CARACTERÍSTICAS DE PERSONALIDADE + BULIMIA

A característica de personalidade mais marcante em indivíduos com bulimia nervosa é a impulsividade. Importante ressaltar que tal característica pode ir além do comportamento alimentar, e se estender para o uso de drogas e comportamento sexual inadequado. Como na Anorexia Nervosa, o distúrbio alimentar “usa” as características do indivíduo contra ele, por isto é tão difícil o mesmo lutar sozinho contra a doença, é uma batalha travada contra ele mesmo.

CONSEQUÊNCIAS

– depleção de potássio (descrito em “ALERTA”);

– câimbras;

– corrosão do revestimento interno do esôfago e estômago, podendo causar sangramentos, esofagite, esôfago de Barret e úlceras;

– problemas intestinais, diarréia, dor e constipações graves;

– depleção de água no organismo (desidratação), levando a queda de pressão arterial que resulta em quedas e desmaios;

– corrosão do esmalte dos dentes e perda de obturações;

– aumento das parótidas (face arredondada);

– sinal de Russell devido a indução do vômito com ajuda das mãos;

– efeito sanfona e edemas.

TRATAMENTO

O tratamento ambulatorial (não intensivo) é visto como o setting de escolha mais adequado no Brasil, desde que o paciente seja colaborador, haja suporte familiar, ausência de comorbidades que necessitem de internação e a possibilidade da atuação interdisciplinar básica (psicólogo, psiquiatra e nutricionista).

Os profissionais que lidam com pacientes bulímicos devem ter em mente a constante ambivalência que prejudica o tratamento: o desejo de melhora X o receio de engordar. O vínculo com os profissionais responsáveis é de extrema importância para a aceitação e sucesso do tratamento. A idéia principal é reduzir os episódios de compulsão e purgação, e os sintomas associados a patologia (comorbidades).

A medicação aliada à psicoterapia apresenta resultados positivos, independente da abordagem escolhida. Deve-se ficar atento a história do paciente, traços de personalidade e sintomas da doença na escolha da medicação. Por exemplo, os antidepressivos tricíclicos (como o Anafranil) não são adequados para a Bulimia, uma vez que possuem efeitos colaterais como: aumento do apetite (o bulimico já apresenta compulsão alimentar), arritmia (já há risco devido a depleção de potássio), toxicidade grave no caso de superdosagem (indivíduos impulsivos), constipação intestinal e sonolência excessiva. Já os inibidores da recaptação da serotonia como a Fluoxetina e a Sertralina são bem-vindos. A Fluoxetina, na dosagem 60mg/dia é a única medicação aprovada pelo FDA para o tratamento de Bulimia. O tempo de tratamento mínimo é de seis meses.

Fonte:

– Aulas ministradas no curso de Atualização em Transtornos Alimentares – PROATA / Unifesp

– Livro: Ajude seu filho a enfrentar os distúrbios alimentares (James Lock / Daniel Le Grange) Editora Melhoramentos, 2007

Anorexia Nervosa

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Por Marjorie Vicente

Psicóloga de Imagem

 

ALERTA

A Anorexia Nervosa corresponde à maior taxa de mortalidade entre as doenças psiquiátricas, de 6 a 15%. Diante do alerta, a maior preocupação deve ser “como” erradicar a doença e não “por que” ela se desenvolveu. É preciso agir rápido!

INÍCIO

O desenvolvimento da anorexia nervosa é mais comum no sexo feminino (nove mulheres afetadas para cada homem), e no início da adolescência, por volta de 13, 14 anos. Mas, é possível que aconteça de forma mais precoce, em crianças de 08 a 11 anos. Normalmente começa com uma dieta devido a alguns fatores desencadeantes como: provocações em relação ao peso, amigas de regime, pais em dieta, início da menstruação, mudança de escola ou série, início de namoro, doença de um dos pais, entre outros.

Os pais, por sua vez, tendem a acreditar que problemas com a alimentação são transitórios e universais entre as crianças, e que o interesse na aparência, preocupação com peso e dietas são comuns na adolescência, em especial, nas meninas, o que acaba por colaborar com o desenvolvimento da doença e prorrogar o tratamento.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS

– Alterações do pensamento: medo mórbido de engordar, distorção da imagem corporal, negação do risco da doença

– Baixo peso corporal (IMC menor ou igual a 17,5 e/ou menos de 85% do peso esperado para idade e altura)

– Amenorréia nas meninas (3 meses consecutivos) / perda da libido em meninos

Temos dois tipos de anorexia: uma que denominamos de restritiva, ou seja, a pessoa começa a radicalizar e cortar praticamente todos os tipos de alimentos calóricos e outra que denominamos de bulímica, onde ela busca o emagrecimento através de vômitos provocados, uso e abuso de laxativos e diuréticos.

DESENVOLVIMENTO

As dietas têm início de maneira informal, inicialmente corta-se a sobremesa e o lanche, depois a carne vermelha, em seguida as outras proteínas, gorduras e açucares. Após a dieta ter se tornado extremamente restrita, o foco passa a ser a diminuição da quantidade.

Alguns comportamentos tornam-se hábitos: contagem de calorias, medições exatas de quantidade ingerida, preparação elaborada dos alimentos, o ato de se alimentar sem a presença de outras pessoas, elaboração de sobremesas para os outros sem consumo próprio, visitas aos supermercados e padarias apenas para olhar e sentir o cheiro dos alimentos, rituais “estranhos” como se alimentar apenas em certos pratos e tigelas, cortar os alimentos em pedaços bem pequenos, medir e pesar os mesmos com precisão.

Neste momento a prática de exercícios iniciada com o discurso da busca por uma vida mais saudável muda de objetivo. A preocupação é uma agenda pesada de exercícios para garantir a perda contínua de peso.

ADOLESCÊNCIA + ANOREXIA

Duas características marcantes da adolescência colaboram de forma decisiva para o agravamento da doença: busca por independência e desejo da privacidade.

A necessidade de controle é uma das principais características da anorexia. Soma-se a este fator a luta pela independência do adolescente, que busca decidir algo por si só a qualquer custo, mesmo que seja o que ele deve ou não comer. O problema é que quando um adolescente toma decisões em virtude de um distúrbio alimentar, a batalha é uma “marmelada”, o distúrbio alimentar vence, os pais e o adolescente perdem.

O outro fator é o poder da privacidade. A busca por momentos reservados evita a intervenção, os pais se sentem espiões ao questionar, por mais que os adolescentes deixem pistas, como comida debaixo da cama, uso de roupas largas.

CAUSA MULTIFATORIAL

As causas do desenvolvimento da anorexia nervosa são multifatoriais e como dito anteriormente, há urgência no tratamento, não é aconselhável perder tempo com questionamentos. De qualquer forma, alguns fatores como tendência a aparecimento do distúrbio entre parentes de primeiro grau e do sexo feminino, três a cinco vezes mais comuns em famílias com antecedentes da doença, maior risco em gêmeos, entre outros nos traz a idéia de um fator biológico importante.

A Psicanálise sustenta a idéia de culpa e fixação oral, o “não comer” é visto como um mecanismo de defesa, uma forma de evitar pensamentos e sentimentos sexuais. De fato, há observações de que pacientes com anorexia evitam falar de sexo e lutam contra a intimidade, mas não se sabe se é um resultado da doença ou uma possível causa.

Arthur Crisp, psiquiatra londrino, enxergava a anorexia como uma não aceitação fóbica da adolescência: ansiedade das mudanças físicas, identidade mais independente e relações com seres sexualmente maduros. Assim, a perda de peso radical e o excesso de exercícios faziam as formas do corpo e o estado hormonal voltarem ao estado da pré-adolescência, e as necessidades médicas e psicológicas conduziam o indivíduo ao estado dependente de criança.

A força da mídia e ideais culturais de beleza. O culto ao corpo magro e esbelto como sinônimo de sucesso e aceitação. Tanto é que até o surgimento da televisão na década de 90 em regiões como a Ilha de Tonga (no Pacífico), a obesidade era cultuada (como no séc. XVI) e não existiam registros da presença de distúrbios alimentares.

Por fim, uma última questão é de cunho feminista, e acredita na anorexia nervosa como uma “armadilha” do sexo oposto para afastar as mulheres do poder através da provocação da baixa auto-estima.

CARACTERÍSTICAS DE PERSONALIDADE + ANOREXIA

Algumas das características de personalidade mais marcantes em indivíduos com anorexia nervosa são: o perfeccionismo e a determinação. Importante ressaltar que características antes aplicadas no desempenho escolar, por exemplo, passam a serem focadas na relação do indivíduo com a comida: contagem de calorias e medidas exatas, negação da fome e perseverança na dieta radical independente do mal-estar físico. O distúrbio alimentar “usa” as características do indivíduo contra ele, por isto é tão difícil o mesmo lutar sozinho contra a doença, é uma batalha travada contra ele mesmo.

CONSEQUÊNCIAS

O peso muito baixo pode gerar doenças como anemias, há diminuição na pressão arterial, alterações de sais e água no organismo, a pele se torna seca, as unhas quebradiças e queda de cabelos podem ocorrer. Na ausência de alimento, os músculos são usados como combustível gerando fraqueza, fadiga e diminuição da massa cardíaca. A falta de potássio pode levar a arritmias cardíacas, e até a morte.

TRATAMENTO

O tratamento no Brasil pode ser realizado de três formas de acordo com a gravidade: ambulatorial (não intensivo), hospital-dia/ internação parcial (semi-intensivo) ou enfermaria/ internação integral (intensivo).

A terapia familiar é de grande valia, em especial, no tratamento de crianças e adolescentes. A terapia individual apresenta resultados positivos, independente da abordagem utilizada.

O cross-over ou migração da mesma para outros distúrbios alimentares como a bulimia é comum (15 a 30%), e visto como “positivo” do ponto de vista clínico. É mais fácil “dar controle” do que tirar a rigidez do mesmo.

Quanto a medicação, a mesma é mais eficaz para tratar os sintomas associados a anorexia nervosa e comorbidades como depressão, transtornos obsessivo-cumpulsivo e psicose. A Fluoxetina é bastante utilizada para evitar recaídas e a Olanzapina para a fase aguda da doença. A Olanzapina é um anti-psicótico utilizado uma vez que há a presença de distorção de imagem corporal e “vozes dizendo para não comer”.

O tratamento deve ter início o mais precocemente possível, resultado em maiores chances de sucesso, e deve-se ficar atento ao fator egossintônico do distúrbio, ou seja, o indivíduo acometido pela doença não admite a ocorrência de algo anormal no seu comportamento alimentar, ficando a responsabilidade da detecção e início de tratamento para os pais, cuidadores ou pessoas que estejam ao redor.

Fontes:

– Aulas ministradas no curso de Atualização em Transtornos Alimentares – PROATA / Unifesp

– Livro: Ajude seu filho a enfrentar os distúrbios alimentares (James Lock / Daniel Le Grange) Editora Melhoramentos, 2007

Importância das fibras

Postado em Nutrição by Plástica Montenegro

Por Claudia Ideguchi

Jornalista

 

As fibras tem um papel muito importante na alimentação, pois eles diminuem a absorção de glicose na corrente sanguínea e mantém o suprimento constante de energia nas células, o que significa que depois de ingerir um alimento que contenha fibras, há uma sensação de saciedade prolongada (as pessoas demoram mais para sentir fome) e um alto nível de energia. As pessoas passam a comer menos e ainda há a vantagem de esses carboidratos complexos ricos em fibras serem pobres em calorias e gorduras.

Mas o que são fibras? Fibras são substâncias da parede celular das plantas que lhe conferem sua estrutura e forma; é o nome que se dá ao esqueleto dos vegetais. Ao contrário da maior parte dos vegetais, as fibras não são absorvidas ou digeridas pelo organismo humano.

Os alimentos mais ricos em fibras são os cereais integrais, como trigo, a aveia e outros cereais, os vegetais, as leguminosas (feijão, grãos e lentilhas), as frutas frescas e os frutos secos. Existem duas variedades de fibras: as solúveis e as insolúveis. Os produtos vegetais normalmente contém as duas em quantidades e combinações diferentes, pois ambas tem funções específicas para desempenhar no corpo humano.

Fibras solúveis: Presente na maioria das frutas e legumes (além da linhaça), a fibra solúvel se dissolve numa forma viscosa de consistência gelatinosa e tem a função de capturar o LDL (O “mau” colesterol) e removê-lo. Isso é ótimo porque níveis elevados de LDL estão relacionados com um alto risco de doenças cardíacas. Pessoas que sofrem de diabetes também são beneficiadas pelas fibras solúveis, pois elas ajudam o corpo a estabilizar o nível de açúcar no sangue depois de uma refeição mais pesada.

Fibras insolúveis: Conhecidas como celulose, elas não se dissolvem em água e tem a função de reter líquidos. Isso torna as fezes mais densas e macias, e aumenta a pressão sobre a parede intestinal estimulando as contrações e aceleramento do percurso das fezes pelo sistema excretor. Essas fibras insolúveis são essenciais na prevenção e no tratamento de problemas gastrointestinais, pois ajuda as pessoas a manterem a regularidade da atividade intestinal, evitando a constipação. Quem quer perder peso acaba se beneficiando com elas, pois geram uma sensação de saciedade. Exemplos de alimentos que contenham as fibras insolúveis são: lentilhas, batata doce, espinafre, figos secos, farelo de cereais, cevada e folhas em geral.

Infelizmente, a dieta atual das pessoas tem uma carência muito grande em fibras em decorrência do consumo exacerbado de alimentos industrializados, faltando de forma substancial alimentos como vegetais e frutas. A vida das pessoas é atribulada e muito corrida, portanto encaixando determinados alimentos durante as refeições, as fibras tornam-se aliadas para uma vida mais saudável.

Emagrecimento antes da lipoaspiração

Postado em Cirurgia Plástica by Plástica Montenegro

 Por Claudia Ideguchi

Jornalista

Existe uma dúvida sobre a lipoaspiração muito comum entre pessoas que desejam se submeter a esse tipo de cirurgia plástica: Quantos quilos se deve perder e qual o peso ideal para realizar a cirurgia e obter os resultados mais satisfatórios.

Não há uma quantidade de peso específica que as pessoas devem perder, mas com certeza a lipoaspiração apresenta resultados melhores quando uma quantidade menor de gordura precisa ser aspirada. Pessoas que estão muito acima do peso possuem mais dificuldade de ver uma melhora pontual logo após a cirurgia (pois existe por segurança um limite de gordura a ser eliminada, que é 7% do volume corporal) e ainda há uma maior incidência de flacidez, sendo necessária uma dermolipectomia para retirar o excesso de pele.

Recomenda-se que alguns meses antes da cirurgia a pessoa mude seus hábitos alimentares para perder peso e também para se acostumar com uma alimentação balanceada, pois, após a lipoaspiração, o paciente terá que se adaptar a uma nova dieta indicada por um nutrólogo ou nutricionista. 

O objetivo da dieta balanceada é melhorar a saúde e garantir que os resultados da lipo durem mais tempo e não a perda de peso constante. Caso o paciente siga corretamente as instruções do médico e pratique exercícios físicos regulares, os resultados da cirurgia são definitivos.

Não há obrigatoriedade de emagrecer antes da lipoaspiração, mas estão provados os benefícios do esforço e da obtenção de novos hábitos saudáveis.

Não há uma segunda chance…

Postado em Imagem by Plástica Montenegro

Por Marjorie Vicente
Psicóloga de Imagem


Todos os dias, seja em nossa vida pessoal ou profissional, estamos conhecendo pessoas. Sem qualquer fator de justiça, temos 30 segundos para causar uma boa primeira impressão! Você se sente confiante no primeiro contato com alguém? Saiba que apenas 7% do julgamento alheio é baseado no que você diz, todo o restante está relacionado a aparência e linguagem corporal… Assustador? Não para quem se conhece e sabe exatamente o tipo de mensagem que deseja transmitir! Mas como chegar neste estágio?

Inicialmente, é importante que você saiba qual o seu estilo pessoal, o que por sua vez, está totalmente ligado a sua personalidade. Após a descoberta do seu estilo pessoal, é hora de adaptá-lo ao seu modo de vida, profissão, hobbies e papéis desempenhados socialmente para estar de acordo com o dresscode adequado a cada situação. Lembre-se, um closet com as peças certas faz toda a diferença, porém, a linguagem corporal precisa expressar exatamente a mesma mensagem, caso contrário, corremos o risco de parecer “fantasiadas” dentro das nossas próprias roupas.

Como você pode perceber, você é a sua MARCA mais importante e precisa saber vendê-la através de um marketing pessoal que seja, antes de tudo, verdadeiro. Aquela velha história que toda mãe insiste em dizer para a sua filha “se você não se gosta, ninguém vai gostar de você” é extremamente verdadeira e resistente as gerações, consciente ou não, você transmite aos outros a forma como se percebe.

Como Psicóloga de Imagem, eu sugiro que você faça o teste do espelho, mas que seja crítica na medida da realidade e do palpável, sem ilusões como as que nos bombardeiam diariamente através de todo tipo de Mídia nos prometendo uma felicidade sem fim SE alcançarmos determinado padrão de beleza. Cada pessoa é única, não há melhor ou pior, o que existem são pessoas e padrões de beleza distintos.

Voltando ao teste do espelho, analise o que de fato te incomoda e o que você acredita que precise mudar, o que a tornaria mais confiante, pense como esta mudança precisa ser feita, se é preciso uma intervenção cirúrgica, um estudo de proporções do corpo, uma análise de cores que te favoreçam, enfim, pense em todas as possibilidades, e esteja cercada de profissionais competentes, que trabalhem em conjunto, e que sejam éticos.

Qualquer tipo de mudança física altera a sua identidade e o seu psicológico, uma vez que você irá se enxergar e se sentir de outra forma. Seja responsável pela mensagem que transmite, tenha as rédeas da sua vida em suas mãos, começando pelo mais importante: VOCÊ MESMA!

 

 

Medicina Ortomolecular e Saúde

Postado em ortomolecular by Plástica Montenegro

Por Claudia Ideguchi
Jornalista

A Medicina Ortomolecular se preocupa em corrigir qualquer desequilíbrio na constituição das moléculas de seu paciente, principalmente porque a maioria das patologias vem acompanhada por uma alteração da composição bioquímica do organismo.

A Ortomolecular procura um EQUILÍBRIO ORGÂNICO CONTRA AGRESSÕES internas (oxidação celular) e externas (fatores cotidianos), buscando a homeostase (equilíbrio). Esta prática médica, portanto, busca prevenir e tratar doenças, tendo na nutrição e na suplementação farmacológica, auxílio para restabelecer a qualidade de vida e construir um futuro saudável.

A prática ortomolecular atua por quatro vias:

– Reposição de substâncias que estejam em falta no organismo;

– Eliminação ou inibição da absorção de substâncias tóxicas pelo organismo;

– Aumento da concentração de algumas substâncias que têm efeito farmacológico em algumas patologias, quando em concentração mais altas.

– Combate do excesso de radicais livres, responsáveis por uma série de patologias e envelhecimento precoce.

As matérias farmacológicas usadas na Medicina Ortomolecular são substâncias comuns, que existem normalmente em nosso organismo, tais como: Vitaminas, Sais Minerais, Aminoácidos, Lipídios, Hormônios etc.

Outro poderoso recurso utilizado pela Medicina Ortomolecular é a ALIMENTAÇÃO FUNCIONAL, ou seja, alimentos que, quando bem prescritos, formam um poderoso complemento para o equilíbrio orgânico desejado de cada paciente.

Por esses fatores, a Medicina Ortomolecular é uma prática médica natural, que tem como característica inédita a busca da causa do problema, reequilibrando a saúde de acordo com as necessidades individuais.

Sal: o maior causador de inchaço

Postado em Nutrição by Plástica Montenegro

Por Claudia Ideguchi

Jornalista

Uma das maiores queixas das mulheres de todo planeta é o inchaço do corpo. Apesar de ser característica do organismo feminino, tem origens diversas e, quando detectadas, são relativamente fáceis de resolver. Uma delas é o consumo excessivo de sal, que provoca retenção de líquidos e, consequentemente, a terrível sensação de peso e inchaço. Uma das soluções para esse sintoma tão incomodo é a reeducação alimentar.

Mas pode ser um pouco difícil para as brasileiras, já que o consumo diário de sódio está duas vezes e meia acima do limite preconizado pela OMS – Organização Mundial de Saúde, segundo apontam pesquisas da Faculdade de Saúde Pública da USP.

O consumo de sódio é importante para o bom funcionamento do corpo, mas de forma moderada. É ele que evita a desidratação, entre outras funções, porque equilibra o volume de líquidos do organismo. Mas o consumo excessivo pode, além de provocar o inchaço, gerar problemas maiores de saúde como problemas renais e no estômago, além do aumento da pressão arterial.

Por isso, todo cuidado com a ingestão de sal é pouco. O sódio é normalmente adicionado a alimentos industrializados, porque melhora o sabor e ajuda a conservar a comida, além de ter efeito bactericida.

Uma boa dica é temperar os alimentos com produtos alternativos. Ervas frescas ou secas, cebola, cebolinha e salsinha, por exemplo, podem ser boas escolhas. Elas “salgam” a comida e dão um sabor diferenciado. Acrescente também ao cardápio frutas, verduras e legumes e opte por refeições caseiras sempre que possível.

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