Tratamentos farmacológicos

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Por Dr. Antonio Carlos Nascimento

CRM 75.426

 

Às vezes me esforço para entender o que impulsiona pessoas bem intencionadas, com força de condução na opinião pública, a tomarem posicionamento tão contrário ao tratamento da obesidade com medicamentos. Na minha opinião, tal posicionamento coloca o obeso na posição de usuário de drogas, e o médico, assistente na posição de traficante ou aliciador.

É aceito que o obeso tome medicações pelo resto da vida para o diabetes, mas questiona-se o tratamento da principal causa de várias doenças que é a obesidade.

A revascularização miocárdica e toda terapia medicamentosa após tal procedimento é vista como salvadora, mas questiona-se o tratamento de um dos principais contribuintes para a doença coronariana, que é a obesidade. Os cânceres, doenças articulares e doenças respiratórias são mais frequentes em obesos. Tudo pode ser tratado com medicações, menos a obesidade.

Será que esse tipo de tratamento traz transtornos suficientes para que não seja adotado?

Em todos os contratempos, o tratamento preferencialmente deveria evitar medicações. Porém, seu uso prolonga a vida destes pacientes para os quais terapias mais simples não resolvam.

Por que não tratar o obeso? Se a medicação passa a causar algum dano (para qualquer que seja a doença), coerentemente a suspendemos. Tomemos como base o grande número de impotência transitória patrocinada por anti-hipertensivos, que, quando retirada a medicação, o drama está resolvido. Da mesma forma, o desfecho de um sangramento gástrico causado pelo uso de AAS Infantil na prevenção de Infarto de Miocárdio nem sempre é alta hospitalar com antiácidos.

Nenhuma dessas situações deve fazer com que os tratamentos com os fármacos citados sejam execrados do rol terapêutico. Devemos nos fazer mais atentos e rigorosos. Se o caminho da orientação dietética e de exercícios é ineficaz, por que não tratar farmacologicamente a obesidade se é permitido tratar a qualquer preço todas as consequências?

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Tireóide: “A Terrorista”

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Por Dr. Antonio Carlos Nascimento

CRM 75.426

 

Se a medicina providenciasse uma mudança da nomenclatura dos órgãos humanos e coubesse a mim, dar outro nome a tireóide, não hesitaria em denominá-la de terrorista. Isso mesmo: terrorista! Aliás, desde minhas primeiras investigações acadêmicas sobre a tireóide já a chamava por este apelido. Não se assustem, mas devo confessar que o exagero é só aparente, pois ao percorrerem com as vistas o que está escrito nas linhas seguintes deste artigo, perceberão que sou até moderado ao adjetivá-la.

Mas, como a tireóide ainda não sofreu alteração nominal, ao menos formalmente, vamos respeitar o seu nome, o que, entretanto, não nos impede de conhecermos melhor sua reputação.

Localizada no pescoço, a tireóide é um órgão de 12 a 20 gramas. Seu nome deriva do grego: thyreos (escudo) e eidos (forma). De maneira mais simples, com relação à sua forma, podemos compará-la a uma borboleta. Sob a sua custódia está a velocidade do metabolismo basal, que para encontrar-se em um padrão ótimo, necessita de quantidades normais dos hormônios advindos de lá.

Descobertas

No final da década de 1960, em alguns centros médicos do mundo, iniciavam-se a partir de dosagens sanguíneas dos hormônios da tireóide os primeiros diagnósticos de disfunção tireoidiana (anormalidade do funcionamento da terrorista).

Daí pode-se ter uma ideia do limite que nós, médicos, tínhamos a respeito do diagnóstico de doenças relacionadas à disfunção tireoidiana. Haja vista que um alto percentual de desequilibrados mentais, internados como loucos em manicômios, tinham na verdade disfunção da tireóide não diagnosticada e, depois de reposto o hormônio, ou resolvido seu excesso, era o fim da loucura.

A apresentação global da metodologia diagnóstica para disfunção da tireóide foi na década de 1970. Déficit de raciocínio, distúrbio de comportamento, indisposição severa, sonolência ou insônia, ganho ou perda importante de peso, distúrbios menstruais sem causa ginecológica aparente, ou qualquer outro sinal ou sintoma que sugerisse fortemente alguma disfunção tireoidiana, era seguida de solicitação dos exames recém criados para detecção destas alterações. Com suspeitas simples não havia a pesquisa, já que os exames eram muito caros e não disponíveis a todos. Somente forte suspeita justificava a procura. Porém, na década seguinte, solidificou-se a ideia de que se esperássemos o aparecimento de grande suspeição da doença, além de deixarmos de dar uma montanha de diagnósticos, muito de ruim poderia acontecer com o paciente.

Que fique anotado que a disfunção tireoidiana pode ser um aumento na produção de hormônios, o que caracteriza o hipertireoidismo, ou uma diminuição, o que provoca o hipotireoidismo.

Apesar de menos frequente, o hipertireoidismo costuma ser clinicamente mais rico em sintomatologia. Palpitações, sudorese, insônia, emagrecimento, etc. Porém, em pessoas de idade pode se expressar apenas como apatia, muitas vezes sendo equivocadamente diagnosticado apenas como depressão ou prenúncio de doença de Alzheimer.

 

Em crianças

Quando se tratam de crianças que nascem com hipotireoidismo, a situação é muito mais séria. Se o tratamento não for iniciado em até seis semanas de vida, a deficiência mental é a regra. Daí a importância do teste do pezinho, pois é por meio deste procedimento simples que se diagnostica prematuramente o hipotireoidismo.

Não foi por outra razão que as nossas autoridades políticas se mobilizaram a fim de tornar obrigatório e gratuito por lei a realização do teste do pezinho. No ano de 1984, o Estado de São Paulo foi o primeiro a tomar esta atitude, e a partir de 1990, com o advento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a obrigatoriedade e gratuidade do teste do pezinho ganhou âmbito nacional. Contudo, ainda assim, no início deste novo século, metade dos nascidos vivos no Brasil não fazia o teste, o que gerava em torno de 1000 crianças com déficit mental/ano. Foi quando o Ministério da Saúde do Brasil, acertadamente, mudou a logística de cobertura para o teste, inclusive, estendendo o número de doenças pesquisadas.

Outros efeitos


As doenças da tireóide não se limitam a déficits funcionais. Seus nódulos são motivos frequentes de investigação médica em razão da possibilidade de malignidade destes, e ainda que mais de 90% destes não sejam malignos a pesquisa deve ir à exaustão.

Tanto disfunções quanto alterações anatômicas, na maioria das vezes, permitem o controle ou cura, sendo que boa parte das complicações podem ser evitadas, ou seja, no mesmo tempo que se pergunta ao médico como estão as coisas com o colesterol, glicemia, ácido úrico, PSA, pressão arterial, andropausa ou menopausa etc., deve-se perguntar também qual a situação da tireóide. É melhor respeitá-la.

Lembre-se que simples nodulação na região anterior do pescoço não perceptível à palpação pode ser câncer e alterações simples dos níveis hormonais tireoidianos podem levar a depressão, irregularidade menstrual, ganho de peso, queda de cabelos, infertilidade, frigidez sexual e impotência.

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Teste do pézinho

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Por Dr. Antonio Carlos Nascimento

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O hipotireoidismo congênito (H.C.) é a falta de hormônio tireoidiano ao nascimento, seja total ou relativa. Celso, no século XVI fez a primeira descrição em literatura da doença. Se não tratado até três semanas de vida, o H.C. leva a retardo mental irreversível. O diagnóstico precoce é, portanto, a linha que separa uma vida normal de outra com alto custo emocional assumido pelos familiares e, por que não dizer, alto custo social.

É o teste de papel de filtro (teste do pezinho) que indica o H.C. Diagnostica ainda a fenilcetonúria, doença que se não tratada precocemente também leva ao retardo mental irreversível. Esse teste deve ser feito após as primeiras 48 horas de vida, obtendo-se o resultado o mais breve possível.

Para pesquisar uma das causas do H.C, analisei inicialmente a doença de uma forma global. Busquei entender toda malha técnica utilizada em nossos serviços de saúde pública ou privada no diagnóstico da doença. Avaliei pacientes oriundos de várias localidades de São Paulo e outros estados. Foi nesta abordagem inicial que concluí tristemente que boa parte destes pacientes já possuía danos mentais irreversíveis, mostrando que o sistema de detecção neonatal da doença não existe em boa parte destas localidades.

Em 1893, o estado de São Paulo criou a lei n°3.914, e em 1990 a União com a lei n°8.069, que tornaram obrigatória a feitura de tiragem neonatal para H.C. A portaria nº822 de junho de 2001 traz novas normas de tiragem neonatal de doenças congênitas. A despeito das leis, o quadro vigente quanto à incidência de H.C. é no mínimo entristecedor.

Em minha experiência clínica nas buscas de casos de H.C. em dois municípios da Grande São Paulo, onde já existe uma rede empenhada no diagnóstico e tratamento precoce da doença, não foi rara a ocorrência de diagnósticos tardios. Principalmente por conta da desobediência dos pais em relação à orientação de procurarem os postos de saúde após a alta para realizarem o teste no bebê. A total desinformação por parte dos pais quanto à gravidade da doença é fator majoritário que leva a esta desobediência. O atraso na entrega dos resultados é possível, porém a busca ativa no caso de detecção da doença é hoje a regra nos municípios desta região.

Com matemática simples, é fácil entender a gravidade do problema. Se a incidência de H.C. é de um para 3.500 nascidos vivos, nascendo aproximadamente três milhões de crianças ao ano, e com acesso à triagem neonatal sendo permitida aproximadamente a 1,8 milhões, os 1,2 milhões restantes fornecerão perto de 350 crianças com retardo mental irreversível. Número este que é repetido a cada ano, aceitando ainda que todos os 1,8 milhões que possuem o acesso ao teste sejam triados sem falhas nos serviços de detecção.

A conclusão óbvia deste texto, é que, apesar da sociedade médica estar se mobilizando e valorosos serviços, e entidades funcionem muito bem em algumas localidades, a solução do problema só ocorrerá com uma campanha direcionada para a população.

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Só é gordo quem quer?

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Por Dr. Antonio Carlos Nascimento

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As cinco palavras do título deste artigo sugerem que o obeso adquire esta condição por opção ou desleixo. Ledo engano. Se na década de 1960 os cientistas se preocupavam com a possibilidade da fome mundial, hoje o que vemos é um mundo que engorda vertiginosamente. O que contraria o íntimo na maioria destes obesos, que são atormentados o tempo inteiro pelo cônjuge, patrão, amigos ou filhos, quanto ao seu peso. De forma inversa, quando decide emagrecer, tem que conviver como velho chavão: “Fecha a boca, faça exercícios e emagreça”. Simples? Não. A logística do emagrecimento percorre outras veredas, ainda que um jovem, com a simples retirada de refrigerantes, doces e sanduíches de sua dieta, possa diminuir o seu peso de maneira importante.

O sistema metabólico sempre está pronto a atingir maior peso do que aquele organismo alcançou. Ou seja, se chegamos aos 100 quilos, estaremos sempre com o tendencioso destino de 100 quilos, ainda que se emagreça para os 60 quilos. Não existe caminho completamente seguro na sustentação do peso.

Não existe, portanto, nenhum dado científico que justifique a comum afirmação de que quando se perde dez quilos, se deve permanecer dez meses com o novo peso para que não volte a engordar. Quanto à ótica do tratamento farmacológico, temos várias medicações com resultados extremamente interessantes. E já possuímos medicações que dão sustentabilidade à perda de peso de maneira judiciosa.

As velhas e conhecidas anfetaminas, quando bem indicadas, trazem excepcionais resultados terapêuticos. Fornecem melhoras na qualidade da vida por diminuição dos níveis pressóricos e de glicemia. Melhoram a fertilidade, a sexualidade, por reincorporar o individuo no convívio social.

O arsenal terapêutico existe para ser usado para fazer dormir quem não dorme, tirar a dor de quem sente, baixar pressão nos hipertensos, controlar glicemia dos diabéticos e também, por que não, diminuir peso dos obesos?

São doenças, merecem tratamento responsável, pois a medicina é uma só e a maioria das pessoas não é gorda porque quer.

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Só os radicais não são livres

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Por Dr. Antonio Carlos Nascimento

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Sob a ótica do ortodoxo, muitos costumes e dogmas se eternizam. Bons e ruins. Porém, a questão aqui é a ciência. Muito atraso foi imposto pela não aceitação do novo. Enquanto Louis Pasteur desmantelava a teoria de Geração Espontânea, imputando aos microorganismos processos infecciosos putrefativos e fermentativos, cirurgiões continuaram por anos a sair das salas de anatomia nas quais estudavam cadáveres diretamente para os centros cirúrgicos, a fim de operar doentes sem os mínimos cuidados com assepsia.

 

O código genético

 

Pois bem. O novo sempre assusta e ameaça. O mesmo pode se dizer do que chamamos de Medicina Antienvelhecimento. É claro que não se pode deixar de lado o grande sensacionalismo criado por deduções individuais e fantasiosas dos que ainda conseguem iludir aqueles que procuram melhoras em sua qualidade de vida com promessas milagrosas. Mas sabemos, por meio de estudos, que o ponto final da célula é a lesão irreversível de suas membranas. Apesar de o código genético dar maior ou menor resistência a ela, os chamados radicais livres são os que, em última instância, provocam a lesão de tais membranas, diminuindo gradativamente a função celular até a incapacidade funcional e morte. Os radicais livres são oriundos do metabolismo oxidativo, nos quais o imprescindível oxigênio se transforma. Eles são capazes de se ligar à membrana celular e nesta provocar lesões. Quanto mais radicais livres são produzidos, ou quanto menor for a capacidade de eliminá-los, mais se envelhece. Esses radicais livres podem fazer parte do processo de iniciação de tumores.

É sabido que as vitaminas E e C são potentes antioxidantes, assim como os polifenóis (aqueles encontrados em abundancia no vinho). O Ômega 3 (peixes são principais fontes) o licopeno (carotenóide encontrado especialmente em tomate) são poderosos antioxidantes com poder antitumoral definido. Contra fatos não existem argumentos. Recentemente, Antonia Trichopoulou, docente da University of Athens Medical School, demonstrou haver um risco 25% menor de morte por doença cardiovascular ou câncer nos indivíduos que consomem essencialmente a dieta do Mediterrâneo, a qual o vinho, o peixe e o azeite de oliva formam o tripé de sustentação.

 

Andropausa intensa

 

Não quero, com este artigo, provocar a corrida dos leitores à farmácia para adquirir vitaminas E, C, Ômega 3, licopeno, etc. Nem defendo que modifiquem radicalmente o padrão dietético. Tudo deve ser monitorado, revisto e minuciosamente adequado. Lembro-me de um paciente, hoje com 66 anos, que, recém-chegado a nossa clínica, queixava-se de insônia e diminuição da libido. Incisivamente, solicitava pesquisa para andropausa e deficiência de hormônio de crescimento. Acertou nas deficiências. As duas, porém, provocadas por um hipotireoidismo severo e não consequências da andropausa. O tratamento devolveu ao paciente a completa estabilidade clínica. Curiosamente, ao mesmo tempo, um outro paciente com queixas de adinamia, impotência e depressão, nos procurou elegendo hipotireoidismo. Contudo, o diagnostico firmado foi de andropausa intensa com os testículos bastante diminuídos ao ultrassom, sem história anterior de doença infecciosa testicular. O paciente é tratado com reposição hormonal masculina com total regressão de todos os sintomas. Não preciso dizer que esses dois pacientes e tantos outros são seguidos em nossa clínica quanto à endocrinologia do envelhecimento e todos os prismas que observam o Antienvelhecimento. Consertando o trocadilho: só os radicais não se livram dos radicais livres.

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O sexo e as idades

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Por Dr. Antonio Carlos Nascimento

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Nossos corpos juvenis distraidamente alvoroçavam-se em texturas novas de observações quanto ao mundo que nos rodeava. O cheiro do sexo oposto nos instigava, as possibilidades inebriadas pelo desejo do desconhecido nos induziam a buscas frenéticas por fotos e revistas. Impossível acordar ou dormir sem o príncipe ou princesa, que possuía toda a ebulição necessária àquele furor que questionava nossos antigos relacionamentos infantis. Que difícil processo. Para alguns mais, outros menos. É quase isso o resumo da explosão hormonal lá pelo início da adolescência.

O tempo passará e, de maneira sutil, a fome, ainda que mantida, nos permitirá mais critérios e agregaremos outros itens ao nosso desejo. Ou seja, seremos instintivos ainda, porém mais calculistas e admitiremos os limites da conquista. Vida nova. Questões relacionadas a cuidados com dieta, sono, cigarro, drogas, enfim, à saúde, são por vezes deixadas de lado. Mas, quando se entra no campo do desempenho sexual, aí sim, os pudores, recalques, insegurança, mentiras, preocupações, segredos, traições, entre outros, aparecem. Uma mistura que pode resultar qualquer coisa, inclusive o improvável, porém possível, casamento eterno, ou poligâmico, solteirões, homossexuais… Isso tudo é sexo, ou melhor, isso tudo é o poder do sexo.

Um dia nos damos conta que temos menos desejo ou capacidade para o sexo. Às vezes as duas coisas ao mesmo tempo. Deduzimos, então, que a idade nos pegou. Já temos quase 50, com filhos, contas a pagar e provável horário para algum remédio. Os caminhos para alcançarmos a senilidade com dignidade e sem termos que entregar o que instintivamente nos movia com graça através de noites e viagens inesquecíveis, são organicamente possíveis. Não é fantasia. Sexo não é tudo, mas não à toa criou e destruiu impérios. A vida é pra valer, não deixemos nada sem cuidado.<–>

Uso de anfetaminas na obesidade

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Por Dr. Antonio Carlos Nascimento

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Quando sou solicitado a expressar minha opinião quanto ao tratamento de obesidade, abordo inicialmente a necessidade da mudança de perfil sedentário, acoplada a uma reorganização dietética. Porém, quando a questão básica é o tratamento farmacológico, nunca me esquivo.

Trato a obesidade assim como uma hipertensão arterial sistêmica, ainda que inicialmente oriente a diminuição do sal na dieta e à prática de atividade física moderada. Nunca deixaria de tratar farmacologicamente a insônia, quando todas as outras alternativas se apresentam esgotadas e não deixo de tratar o paciente diabético se a mudança de hábitos alimentares e de vida não forem suficientes para o controle glicêmico.

Parece-me óbvio, portanto, que tratar o obeso com medicações não seja obra do demônio. Porém, não é incomum, receber pacientes que se submetem ao tratamento às escondidas do marido, que é “completamente contra a medicação”, como me dizem algumas. Pior momento é quando o paciente nos procura a fim de perder peso e melhorar a pressão arterial, mas já é avisada pelo cardiologista: “nada de ‘bolas’, hein”. Traduzindo, “bolas” são o que alguns colegas médicos entendem por medicações antiobesidade. Em outras oportunidades, o paciente já ouviu que, quando parar de tomar as medicações, voltará a engordar tudo de novo.

Bem, vamos por partes. Se engordarmos tudo de novo, é sinal de que a medicação é necessária e, assim, como o hipertenso quando é retirada a medicação, os níveis pressóricos se elevam novamente. Fica sugerido que, para alguns pacientes obesos, seja necessário o uso contínuo de medicações.

Por outro lado, a “bola”, criada pelos alemães na Segunda Guerra Mundial, ou anfetamina, já saiu do mercado há vários anos. O que se utiliza atualmente é o anel fenetilamina, que não apresenta a maioria dos efeitos indesejáveis da anfetamina, o que torna ainda mais incorreta a utilização do termo de anfetamina para estes fármacos.

A abstinência apresentada para alguns pacientes, quando ocorre a suspensão de tratamento farmacológico para obesidade, frequentemente é vista quando existe associação de benzodiazepínicos, podendo causar mal-estar, sudorese, insônia e outros sintomas.

A depressão pode ocorrer em pacientes propensos a ela, que habitualmente apresentam história anterior ou familiar. Porém, até mesmo um evento emocional importante, poderia fazer expressar a doença.

Não podemos nos esquecer de que qualquer versão de tratamento farmacológico pode ter efeitos. É responsabilidade do médico assistente monitorar, ajustar e, se necessário, retirar a medicação.

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O que é Endócrino-Age?

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Nossas tendências comportamentais durante toda existência podem ser divididas ou observadas sob vários prismas, o que nos dá indícios da intensidade de aproveitamento da vida. O início, sustentação e decréscimo dos principais hormônios de nosso organismo mantêm uma relação tão fiel com nosso comportamento e dinamismo, que não é presunçoso admitir que o melhor observatório médico para acompanhar a evolução de nossas atitudes por meio das várias faixas etárias seja a Endocrinologia.

Ações geram reações e, sob esta observação, podemos dizer que seremos sempre resultado de nosso comportamento. Mas, se este é gerido por estâncias superiores, a boa monitoração de tais sítios gerenciais pode mesmo nos fazer viver melhor e quem sabe possa até fazer com que vivamos mais.

Na infância dependemos de hormônios para o “crescimento” e “iniciação” intelectual. Entre outros, dependemos do Hormônio do Crescimento e Hormônio Tireoidiano, sem os quais, dependendo da idade e da magnitude de suas faltas, podem resultar em Nanismo e/ou déficit intelectual. Se os hormônios da tireóide não têm data marcada para diminuir ou desaparecer do organismo, o Hormônio do Crescimento, após estabelecer um período de estabilização na vida adulta, apresenta um decréscimo em sua produção que varia de indivíduo para indivíduo, processo esse nominado como Somatopausa.

A explosão na produção de testosterona e estrógenos, na adolescência, nos faz perder, em parte, nossos filhos. Os perdemos para o sexo ou, mais exatamente, para tudo que os hormônios sexuais modificam em seus cérebros. E, neste caso, nos resta torcer para que a vida não lhes seja muito dura, enquanto perdemos as noites à espreita de suas chegadas.

Dentro de nós, além da agonia da espera, temos menos ou quase nada dos hormônios que escandalizam nossos filhos. Estamos na Menopausa ou Andropausa e muito pode restar destas situações, até mesmo que não estejamos mais com quem escolhemos para esperar nossos filhos à noite.

As glândulas adrenais produzem vários hormônios. Entre eles a Dehidro-Epi-Androsterona (DHEA) ganhou notoriedade quando se verificou que a flutuação de seus níveis era traduzida por variações na disposição e vivacidade comportamental. Alguns grupos no mundo estudam as flutuações da DHEA, sugerindo que seu monitoramento seja uma chave pro bem-viver. A queda em seus níveis caracterizaria a Adrenopausa.

Outro hormônio que vem ganhando observação nos últimos anos é a melatonina, produzida pela glândula pineal. Até bem pouco tempo era relacionado apenas com o ciclo claro-escuro, porém muito se admite de ação para a melatonina, incluindo como grande atividade do hormônio, a depuração de radicais livres de nosso organismo. O processo de diminuição dos níveis deste hormônio é denominado Melanopausa.

Endócrino-Age é a observância de todos estes itens à luz da realidade médica em que vivemos, associada às resultantes do processo de envelhecimento.

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Menopausa: efeitos e soluções

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Por definição, menopausa é a última menstruação da mulher, e climatério é todo o processo entre o início da diminuição da produção hormonal ovariana e a total cessação da produção dos hormônios femininos. O climatério pode ser dividido entre o período pré-menopausa e o período pós-menopausa porque, mesmo após o fim das menstruações, por algum tempo existe ainda alguma produção hormonal nos ovários. A idade de início do climatério é ao redor dos 40 anos, enquanto que a menopausa apresenta-se após os 50.

A sintomatologia mais expressa pela falta dos hormônios femininos ocorre no período próximo à menopausa, já que nesse momento se encontra o auge da falência ovariana. Porém, é bastante variável a apresentação clínica, sendo que as queixas mais frequentes incluem fogachos, diminuição da libido associada à secura vaginal e quadros de depressão de magnitudes variáveis. Estas queixas associadas a maior frequência de osteoporose e a maior ocorrência de doenças vasculares decorrentes da modificação do status hormonal, fizeram com que a medicina evoluísse. A reposição artificial dos hormônios sexuais veio para resolver de maneira muito satisfatória a maior parte dos sintomas.

Porém, o uso indiscriminado de tal tratamento não se mostrou a melhor decisão segundo estudos recentes. Apresentou-se aumento de outros riscos. Grupos de mulheres que não fizeram a reposição não apresentaram, por exemplo, o câncer de mama. Por outro lado, a reposição naqueles pacientes com queixas importantes, que não apresentem ascendência positiva para câncer de mama (mãe, avó, tias), deve ser, apesar dos riscos, o melhor caminho para melhora a qualidade de vida nesta fase da vida.

Uma outra abordagem, cada vez mais usada nesta fase da vida da mulher, é a reposição com hormônios idênticos àqueles produzidos pelo organismo feminino. Já que os trabalhos científicos foram todos a partir do uso de hormônios sexuais sintéticos, que não apresentam a exata estrutura química dos hormônios produzidos pelos ovários. Na realidade, a produção desses hormônios sintéticos foi estratégia da indústria farmacêutica no processo de patenteamento, já que uma substância naturalmente sintetizada em um ser vivo não pode ser posse de nenhuma indústria.

O processo do climatério ocorre lentamente, e os quatro subtipos de hormônios sexuais femininos apresentam padrão particular quanto as suas quedas. Médicos que as pontuam, obtém os melhores resultados para o tratamento desta situação clínica.

A cada dia percebemos que o climatério e a menopausa se apresentam de forma diferente de mulher para mulher. Assim, a individualização dos casos é o melhor caminho.

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Temperatura ambiente e a longevidade

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No verão europeu de anos atrás, entre 2003 e 2004, foi demonstrado o poder das oscilações na temperatura, haja vista o número de mortes verificado, em especial na França. A solicitação do sistema cardiovascular nesta situação, com temperaturas acima de 40ºC, é intensa e funciona como um teste ergométrico, com a diferença que, no teste, o médico suspende o esforço a qualquer verificação eletrocardiográfica que sugira sofrimento miocárdico. Adicionado a esta questão, está o fato de que o europeu não está habituado a tal elevação da temperatura. No Brasil tal elevação térmica não traz os transtornos verificados no Velho Mundo.

Abandonando, pelo menos por enquanto, as consequências das oscilações térmicas externas, é necessário dizer que nas regiões mais frias os riscos para doenças cardiovasculares são maiores. Entre as temperaturas de 14º e 21ºC, a mortalidade diminui em cerca de 1% por grau de elevação na temperatura. Há também uma incidência maior da depressão em localidades de baixa temperatura, o que propicia ainda mais o aumento de casos de infarto do miocárdio. E, pior que isso, a área do miocárdio lesada é maior. A constrição das coronárias provocadas pelo frio justifica a maior incidência de anginas e infartos.

Porém, parece que além desses fatos, existe um subsídio infeccioso e inflamatório por baixas temperaturas, já que é sabido que as infecções respiratórias, especialmente aquelas causadas pelo vírus influenzae, são mais frequentes nestas temperaturas. O resultante processo inflamatório difuso no organismo jogaria fora a oclusão vascular, possivelmente lesando o assoalho que recobre o leito arteriosclerótico, expondo estruturas indutoras de formação do trombo e posterior oclusão intravascular e infarto subsequente.

Colaborando com tal indagação, um estudo americano verificou que pacientes vacinados contra o influenzae tiveram o risco de evoluir com o infarto do miocárdio diminuído para um terço do risco daqueles não vacinados.

Outras justificativas surgirão com o tempo, porém parece lógico auxiliarmos o nosso organismo procurando nos manter em temperaturas agradáveis. E quando há processos infecciosos, usufruirmos dos avanços tecnológicos que a medicina conquistou. Com isso, é provável que estejamos retardando o envelhecimento e prolongando a vida.

Em qualquer temperatura, a exposição ao sol é imprescindível, pois os raios ultravioletas conquistados nesta exposição aumentam a capacidade dos glóbulos brancos no exercício de suas funções. Além dos benefícios na formação de vitamina D, tão importantes no metabolismo ósseo.

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