Bulimia Nervosa

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Por Marjorie Vicente

Psicóloga de Imagem

 

ALERTA

Embora o risco de morte esteja abaixo do considerado na Anorexia Nervosa, a depleção de potássio (importante para a contração muscular) é gravíssima, pode levar a arritmia, parada cardíaca e a morte também.

INÍCIO

O início da Bulimia Nervosa tende as ser mais tardio do que o da Anorexia. Normalmente entre o final da adolescência e início da fase adulta. Importante ressaltar que algumas ocupações que dependem da boa forma parecem estar mais presentes na faixa de risco de desenvolvimento da bulimia sendo elas: modelos, dançarinas, atrizes, atletas, nutricionistas, entre outras.

Um terço dos bulimicos teve antecedentes de Anorexia Nervosa.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS

– episódios recorrentes de compulsão alimentar;

– tentativas de evitar possível ganho de peso através de métodos compensatórios: períodos de jejum, exercícios excessivos, e/ou purgativos: indução de vômitos após os episódios e/ou uso de laxantes;

– auto-estima totalmente vulnerável ao peso.

DESENVOLVIMENTO

Com início frequente no final da adolescência, o excesso de preocupação com o corpo e alimentação acaba por levar a tentativa de diversas dietas e iguais frustrações. Assim, os bulimicos descobrem a “eficácia” dos métodos purgativos e passam a ter comportamentos suspeitos como as idas ao lavatório após as refeições. O ciclo se instala e a ordem “bulimia – purgação” abre espaço aos sentimentos de vergonha, fracasso e culpa. A sensação de falta de controle nos episódios de compulsão é desesperadora. Alguns sintomas depressivos e ansiosos acompanham este ciclo como irritabilidade e angústia. Há prejuízo de atividades sociais e ocupacionais devido a tentativa de manter o ciclo, e também devido aos sentimentos relacionados.

CAUSA MULTIFATORIAL

As causas do desenvolvimento da bulimia nervosa também são multifatoriais. De qualquer forma, a força da mídia e os ideais culturais de beleza são os grandes vilões da atualidade.

CARACTERÍSTICAS DE PERSONALIDADE + BULIMIA

A característica de personalidade mais marcante em indivíduos com bulimia nervosa é a impulsividade. Importante ressaltar que tal característica pode ir além do comportamento alimentar, e se estender para o uso de drogas e comportamento sexual inadequado. Como na Anorexia Nervosa, o distúrbio alimentar “usa” as características do indivíduo contra ele, por isto é tão difícil o mesmo lutar sozinho contra a doença, é uma batalha travada contra ele mesmo.

CONSEQUÊNCIAS

– depleção de potássio (descrito em “ALERTA”);

– câimbras;

– corrosão do revestimento interno do esôfago e estômago, podendo causar sangramentos, esofagite, esôfago de Barret e úlceras;

– problemas intestinais, diarréia, dor e constipações graves;

– depleção de água no organismo (desidratação), levando a queda de pressão arterial que resulta em quedas e desmaios;

– corrosão do esmalte dos dentes e perda de obturações;

– aumento das parótidas (face arredondada);

– sinal de Russell devido a indução do vômito com ajuda das mãos;

– efeito sanfona e edemas.

TRATAMENTO

O tratamento ambulatorial (não intensivo) é visto como o setting de escolha mais adequado no Brasil, desde que o paciente seja colaborador, haja suporte familiar, ausência de comorbidades que necessitem de internação e a possibilidade da atuação interdisciplinar básica (psicólogo, psiquiatra e nutricionista).

Os profissionais que lidam com pacientes bulímicos devem ter em mente a constante ambivalência que prejudica o tratamento: o desejo de melhora X o receio de engordar. O vínculo com os profissionais responsáveis é de extrema importância para a aceitação e sucesso do tratamento. A idéia principal é reduzir os episódios de compulsão e purgação, e os sintomas associados a patologia (comorbidades).

A medicação aliada à psicoterapia apresenta resultados positivos, independente da abordagem escolhida. Deve-se ficar atento a história do paciente, traços de personalidade e sintomas da doença na escolha da medicação. Por exemplo, os antidepressivos tricíclicos (como o Anafranil) não são adequados para a Bulimia, uma vez que possuem efeitos colaterais como: aumento do apetite (o bulimico já apresenta compulsão alimentar), arritmia (já há risco devido a depleção de potássio), toxicidade grave no caso de superdosagem (indivíduos impulsivos), constipação intestinal e sonolência excessiva. Já os inibidores da recaptação da serotonia como a Fluoxetina e a Sertralina são bem-vindos. A Fluoxetina, na dosagem 60mg/dia é a única medicação aprovada pelo FDA para o tratamento de Bulimia. O tempo de tratamento mínimo é de seis meses.

Fonte:

– Aulas ministradas no curso de Atualização em Transtornos Alimentares – PROATA / Unifesp

– Livro: Ajude seu filho a enfrentar os distúrbios alimentares (James Lock / Daniel Le Grange) Editora Melhoramentos, 2007

Anorexia Nervosa

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Por Marjorie Vicente

Psicóloga de Imagem

 

ALERTA

A Anorexia Nervosa corresponde à maior taxa de mortalidade entre as doenças psiquiátricas, de 6 a 15%. Diante do alerta, a maior preocupação deve ser “como” erradicar a doença e não “por que” ela se desenvolveu. É preciso agir rápido!

INÍCIO

O desenvolvimento da anorexia nervosa é mais comum no sexo feminino (nove mulheres afetadas para cada homem), e no início da adolescência, por volta de 13, 14 anos. Mas, é possível que aconteça de forma mais precoce, em crianças de 08 a 11 anos. Normalmente começa com uma dieta devido a alguns fatores desencadeantes como: provocações em relação ao peso, amigas de regime, pais em dieta, início da menstruação, mudança de escola ou série, início de namoro, doença de um dos pais, entre outros.

Os pais, por sua vez, tendem a acreditar que problemas com a alimentação são transitórios e universais entre as crianças, e que o interesse na aparência, preocupação com peso e dietas são comuns na adolescência, em especial, nas meninas, o que acaba por colaborar com o desenvolvimento da doença e prorrogar o tratamento.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS

– Alterações do pensamento: medo mórbido de engordar, distorção da imagem corporal, negação do risco da doença

– Baixo peso corporal (IMC menor ou igual a 17,5 e/ou menos de 85% do peso esperado para idade e altura)

– Amenorréia nas meninas (3 meses consecutivos) / perda da libido em meninos

Temos dois tipos de anorexia: uma que denominamos de restritiva, ou seja, a pessoa começa a radicalizar e cortar praticamente todos os tipos de alimentos calóricos e outra que denominamos de bulímica, onde ela busca o emagrecimento através de vômitos provocados, uso e abuso de laxativos e diuréticos.

DESENVOLVIMENTO

As dietas têm início de maneira informal, inicialmente corta-se a sobremesa e o lanche, depois a carne vermelha, em seguida as outras proteínas, gorduras e açucares. Após a dieta ter se tornado extremamente restrita, o foco passa a ser a diminuição da quantidade.

Alguns comportamentos tornam-se hábitos: contagem de calorias, medições exatas de quantidade ingerida, preparação elaborada dos alimentos, o ato de se alimentar sem a presença de outras pessoas, elaboração de sobremesas para os outros sem consumo próprio, visitas aos supermercados e padarias apenas para olhar e sentir o cheiro dos alimentos, rituais “estranhos” como se alimentar apenas em certos pratos e tigelas, cortar os alimentos em pedaços bem pequenos, medir e pesar os mesmos com precisão.

Neste momento a prática de exercícios iniciada com o discurso da busca por uma vida mais saudável muda de objetivo. A preocupação é uma agenda pesada de exercícios para garantir a perda contínua de peso.

ADOLESCÊNCIA + ANOREXIA

Duas características marcantes da adolescência colaboram de forma decisiva para o agravamento da doença: busca por independência e desejo da privacidade.

A necessidade de controle é uma das principais características da anorexia. Soma-se a este fator a luta pela independência do adolescente, que busca decidir algo por si só a qualquer custo, mesmo que seja o que ele deve ou não comer. O problema é que quando um adolescente toma decisões em virtude de um distúrbio alimentar, a batalha é uma “marmelada”, o distúrbio alimentar vence, os pais e o adolescente perdem.

O outro fator é o poder da privacidade. A busca por momentos reservados evita a intervenção, os pais se sentem espiões ao questionar, por mais que os adolescentes deixem pistas, como comida debaixo da cama, uso de roupas largas.

CAUSA MULTIFATORIAL

As causas do desenvolvimento da anorexia nervosa são multifatoriais e como dito anteriormente, há urgência no tratamento, não é aconselhável perder tempo com questionamentos. De qualquer forma, alguns fatores como tendência a aparecimento do distúrbio entre parentes de primeiro grau e do sexo feminino, três a cinco vezes mais comuns em famílias com antecedentes da doença, maior risco em gêmeos, entre outros nos traz a idéia de um fator biológico importante.

A Psicanálise sustenta a idéia de culpa e fixação oral, o “não comer” é visto como um mecanismo de defesa, uma forma de evitar pensamentos e sentimentos sexuais. De fato, há observações de que pacientes com anorexia evitam falar de sexo e lutam contra a intimidade, mas não se sabe se é um resultado da doença ou uma possível causa.

Arthur Crisp, psiquiatra londrino, enxergava a anorexia como uma não aceitação fóbica da adolescência: ansiedade das mudanças físicas, identidade mais independente e relações com seres sexualmente maduros. Assim, a perda de peso radical e o excesso de exercícios faziam as formas do corpo e o estado hormonal voltarem ao estado da pré-adolescência, e as necessidades médicas e psicológicas conduziam o indivíduo ao estado dependente de criança.

A força da mídia e ideais culturais de beleza. O culto ao corpo magro e esbelto como sinônimo de sucesso e aceitação. Tanto é que até o surgimento da televisão na década de 90 em regiões como a Ilha de Tonga (no Pacífico), a obesidade era cultuada (como no séc. XVI) e não existiam registros da presença de distúrbios alimentares.

Por fim, uma última questão é de cunho feminista, e acredita na anorexia nervosa como uma “armadilha” do sexo oposto para afastar as mulheres do poder através da provocação da baixa auto-estima.

CARACTERÍSTICAS DE PERSONALIDADE + ANOREXIA

Algumas das características de personalidade mais marcantes em indivíduos com anorexia nervosa são: o perfeccionismo e a determinação. Importante ressaltar que características antes aplicadas no desempenho escolar, por exemplo, passam a serem focadas na relação do indivíduo com a comida: contagem de calorias e medidas exatas, negação da fome e perseverança na dieta radical independente do mal-estar físico. O distúrbio alimentar “usa” as características do indivíduo contra ele, por isto é tão difícil o mesmo lutar sozinho contra a doença, é uma batalha travada contra ele mesmo.

CONSEQUÊNCIAS

O peso muito baixo pode gerar doenças como anemias, há diminuição na pressão arterial, alterações de sais e água no organismo, a pele se torna seca, as unhas quebradiças e queda de cabelos podem ocorrer. Na ausência de alimento, os músculos são usados como combustível gerando fraqueza, fadiga e diminuição da massa cardíaca. A falta de potássio pode levar a arritmias cardíacas, e até a morte.

TRATAMENTO

O tratamento no Brasil pode ser realizado de três formas de acordo com a gravidade: ambulatorial (não intensivo), hospital-dia/ internação parcial (semi-intensivo) ou enfermaria/ internação integral (intensivo).

A terapia familiar é de grande valia, em especial, no tratamento de crianças e adolescentes. A terapia individual apresenta resultados positivos, independente da abordagem utilizada.

O cross-over ou migração da mesma para outros distúrbios alimentares como a bulimia é comum (15 a 30%), e visto como “positivo” do ponto de vista clínico. É mais fácil “dar controle” do que tirar a rigidez do mesmo.

Quanto a medicação, a mesma é mais eficaz para tratar os sintomas associados a anorexia nervosa e comorbidades como depressão, transtornos obsessivo-cumpulsivo e psicose. A Fluoxetina é bastante utilizada para evitar recaídas e a Olanzapina para a fase aguda da doença. A Olanzapina é um anti-psicótico utilizado uma vez que há a presença de distorção de imagem corporal e “vozes dizendo para não comer”.

O tratamento deve ter início o mais precocemente possível, resultado em maiores chances de sucesso, e deve-se ficar atento ao fator egossintônico do distúrbio, ou seja, o indivíduo acometido pela doença não admite a ocorrência de algo anormal no seu comportamento alimentar, ficando a responsabilidade da detecção e início de tratamento para os pais, cuidadores ou pessoas que estejam ao redor.

Fontes:

– Aulas ministradas no curso de Atualização em Transtornos Alimentares – PROATA / Unifesp

– Livro: Ajude seu filho a enfrentar os distúrbios alimentares (James Lock / Daniel Le Grange) Editora Melhoramentos, 2007

Não há uma segunda chance…

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Por Marjorie Vicente
Psicóloga de Imagem


Todos os dias, seja em nossa vida pessoal ou profissional, estamos conhecendo pessoas. Sem qualquer fator de justiça, temos 30 segundos para causar uma boa primeira impressão! Você se sente confiante no primeiro contato com alguém? Saiba que apenas 7% do julgamento alheio é baseado no que você diz, todo o restante está relacionado a aparência e linguagem corporal… Assustador? Não para quem se conhece e sabe exatamente o tipo de mensagem que deseja transmitir! Mas como chegar neste estágio?

Inicialmente, é importante que você saiba qual o seu estilo pessoal, o que por sua vez, está totalmente ligado a sua personalidade. Após a descoberta do seu estilo pessoal, é hora de adaptá-lo ao seu modo de vida, profissão, hobbies e papéis desempenhados socialmente para estar de acordo com o dresscode adequado a cada situação. Lembre-se, um closet com as peças certas faz toda a diferença, porém, a linguagem corporal precisa expressar exatamente a mesma mensagem, caso contrário, corremos o risco de parecer “fantasiadas” dentro das nossas próprias roupas.

Como você pode perceber, você é a sua MARCA mais importante e precisa saber vendê-la através de um marketing pessoal que seja, antes de tudo, verdadeiro. Aquela velha história que toda mãe insiste em dizer para a sua filha “se você não se gosta, ninguém vai gostar de você” é extremamente verdadeira e resistente as gerações, consciente ou não, você transmite aos outros a forma como se percebe.

Como Psicóloga de Imagem, eu sugiro que você faça o teste do espelho, mas que seja crítica na medida da realidade e do palpável, sem ilusões como as que nos bombardeiam diariamente através de todo tipo de Mídia nos prometendo uma felicidade sem fim SE alcançarmos determinado padrão de beleza. Cada pessoa é única, não há melhor ou pior, o que existem são pessoas e padrões de beleza distintos.

Voltando ao teste do espelho, analise o que de fato te incomoda e o que você acredita que precise mudar, o que a tornaria mais confiante, pense como esta mudança precisa ser feita, se é preciso uma intervenção cirúrgica, um estudo de proporções do corpo, uma análise de cores que te favoreçam, enfim, pense em todas as possibilidades, e esteja cercada de profissionais competentes, que trabalhem em conjunto, e que sejam éticos.

Qualquer tipo de mudança física altera a sua identidade e o seu psicológico, uma vez que você irá se enxergar e se sentir de outra forma. Seja responsável pela mensagem que transmite, tenha as rédeas da sua vida em suas mãos, começando pelo mais importante: VOCÊ MESMA!

 

 

Minha motivação me pertence? Reflexões para mulheres!

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Por Marjorie Vicente

Psicóloga de Imagem

 

Não há novidade ao afirmar que o nosso comportamento é influenciado há muito tempo pelos valores sociais atribuídos a comida e ao peso. O que talvez algumas pessoas não saibam é que no Séc. XVI a moda era estar acima do peso. Isto mesmo, você não leu errado: ACIMA do peso. Desta forma, era desejável comer em excesso, ao passo que ser muito magro era sinal de inferioridade social e até mesmo doença.

Exatamente o oposto do descrito acima, o cenário atual atribui a magreza até mesmo ao conceito de “ser chique”, “por dentro da moda” e “uma pessoa de sucesso”. O mais incrível é que após tantos direitos conquistados com coragem e determinação de quem ousou “rasgar sutiãs”, as mulheres do século XXI driblam a jornada dupla, tripla ou até quádrupla de profissionais, mães, amantes e amigas, mas, ainda se curvam diante da ditadura da beleza. As mais feministas poderiam afirmar que se trata de uma ‘armadilha’ muito bem pensada pelo sexo oposto para nos tirar a possibilidade de equivalência no poder.

Estamos na era da tecnologia máxima, não só da informática, mas também dos procedimentos relacionados a tão desejada beleza, e estranhamente, parecemos engatinhar na maturidade das nossas decisões. Uma cirurgia plástica, por exemplo, altera a maneira como você irá se enxergar para sempre (ou até a próxima intervenção, ao menos) e desde sempre. Mas, ainda assim, há quem opte pela mesma como uma decisão súbita e levada por influências externas diversas como família, namorado, amigos e até mesmo por relacionamentos sem qualquer tipo de afeto como o que temos com a Mídia.

Sendo reparadora ou estética, a cirurgia plástica nos traz a possibilidade de nos sentirmos bem diante de algo que nos incomodava, mas requer cuidados como: uma sincera avaliação das próprias motivações, a busca por um profissional de confiança que tenha feito especialização na área, e que possa disponibilizar referências e depoimentos de pacientes, planejamento financeiro e avaliação da clínica ou hospital onde a cirurgia será realizada. Assim, a varinha de condão ainda é realidade apenas para a Cinderela e a sua fada madrinha.  

Um bom profissional irá conduzir o paciente a questionamentos como o grau de insatisfação diante de uma ‘imperfeição´, o grau de alteração física realmente existente e a proposta da cirurgia e resultado. Uma alteração física quando existente, é fato, objetivo e indiscutível, mas, quando o incômodo psicológico é desproporcional a questão física, a intervenção deve ser repensada. 

A Psicologia de Imagem, responsável pela busca do equilíbrio entre a imagem “real”e a “desejada”, é de grande auxílio neste contexto. O profissional desta área irá agir como um parceiro do paciente no pré-operatório trabalhando as suas motivações e expectativas, pesando as mais diversas influências e ajudando-o a tomar uma decisão consciente. No pós-operatório, a atuação é ainda de extrema importância, as sessões com o psicólogo, especializado em Psicologia de Imagem, serão fonte de conforto diante da recuperação que é extremamente particular e nem sempre é rápida, indolor e simples, além do processo de reconhecimento da nova aparência e grau de satisfação diante das expectativas anteriores a intervenção.

Você pode e deve fazer o que estiver ao seu alcance para a sua satisfação pessoal, mas deve agir com a mesma maturidade e consciência das nossas antecessoras que sabiam muito bem aonde queriam chegar!

O que é Psicologia de Imagem?

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Por Claudia Ideguchi

Jornalista

 

Com as exigências do mercado e da sociedade cada dia mais rígidas em relação à aparência, as pessoas pouco a pouco passam a perder a referência da imagem ideal e passam a jogar suas expectativas em modelos muito distantes da realidade. A Psicologia de Imagem surge como espelho imparcial do “eu real” e cria caminhos para que seja possível alcançar o desejo do “eu ideal”.

 

O terapeuta trabalha com a compreensão do ser humano lado a lado com os pacientes nesse ajuste entre o real e o ideal. Além de ditar o que é saudável física e mentalmente e praticando em tempo integral a aceitação positiva incondicional, acreditando que quanto mais um sentimento é negado, mais inconsciente ele se torna e mais distorcida será a verdade.

 

Ao longo do processo, o objetivo é que o indivíduo avalie a sua percepção do “eu real” (que nem sempre condiz com a realidade) e se aproxime mais do “eu desejado”, ou que torne o “eu desejado” mais realista e menos idealizado por influências externas como: feedbacks negativos, campanhas publicitárias, ideais de beleza inatingíveis e personalidades.

 

A Psicologia de Imagem é indicada para acompanhamento pós-cirúrgico, trabalhando as expectativas anteriores à cirurgia e o resultado alcançado, além de acompanhar os estágios de recuperação, reconhecimentos, aceitação da nova imagem e manutenção da mesma. Também recomendada para crianças e adolescentes, a terapia ajuda em qualquer tipo de conflito com a auto-imagem (em especial, vítimas de bullying) além de acompanhar os processos de mudanças corporais na adolescência. Atuando em conjunto à equipe multidisciplinar, a Psicologia de Imagem também trata de distúrbios alimentares e trabalha para a recuperação do paciente. 

 

As sessões normalmente acontecem uma vez por semana e duram 50 minutos.

 



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