De demônio a anjo em 48 horas

Postado em Nutrologia Clínica by Plástica Montenegro

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Tradução por Dra. Elisa Cattapan

Cremesp 30.283

Vendo-o brincando feliz com seus irmãos é difícil acreditar que Billy Bethel de 9 anos seja o mesmo menino que somente 20 meses atrás estava atemorizando a família. Ele maltratava seus irmãos mais velhos, George, 13, e Roxy, 11, conta sua mãe Jenny de 39 anos. Se eles estivessem assistindo TV, ele de repente começava a puxar-lhes os cabelos, mordendo-os e batendo neles. Sem motivo e com maldade.

Roxy é bastante artístico, mas se Billy achasse qualquer um de seus desenhos, ele os rabiscava e amassava todos.

A mãe também era alvo de sua raiva, normalmente Jenny conseguia dominá-lo, mas à medida que ele foi crescendo isso ficava cada vez mais difícil. Quando os “chiliques” começavam, seus olhos ficavam fixos e se transformava num pequeno demônio.

As coisas não eram melhores na escola, todo dia Jenny, que por acaso trabalhava na escola de Billy, morria de medo de saber a última coisa horrível que ele tinha aprontado. Seus chiliques significavam que nenhuma criança estava segura ao lado dele. A situação chegou a tal ponto que ficava com vergonha de pegá-lo na porta da escola junto com os outros pais no final do dia. Ela preferia encontrá-lo dentro da escola para não ter o que enfrentar os olhares acusadores dos outros pais. Acabou que Jenny tirou Billy da escola. Ele estava constantemente sendo ameaçado de ser expulso. A última gota foi quando disseram que ele não podia brincar com as outras crianças e deveria ficar dentro da sala de aula durante os intervalos. Com a família em crise, Jenny decidiu tomar as rédeas em suas próprias mãos. Billy já tinha uma terapia de comportamento, sem sucesso. Um dia após ter sido atacada por Billy, ela foi ao computador e escreveu “problemas de comportamento” em um site de busca. Assim, Jenny descobriu uma organização chamada “Grupo de suporte a crianças hiperativas” (Hyperative Children’s Support Group) (HACSG).

Todos os membros da família sofrem de alergias. Ela já teve eczema e seu marido é alérgico a ovos e camarão e os filhos não toleram laticínios. Assim, quando leu sobre a relação que certas crianças tem a flavorizantes e conservantes, Jenny e seu marido foram a um seminário pela HACSG. Aprenderam sobre os perigos escondidos atrás dos aditivos de alimentos, flavorizantes, estabilizantes e conservantes.

Ela e a família fizeram uma dieta livre de tais substâncias. Após 48 horas as diferenças começavam a aparecer. O comportamento de Billy mudou radical e instantaneamente. Jenny não se lembrava quando foi a última vez que Billy teve um chilique. Tais produtos podem levar à hiperatividade. Foi realizado um teste em 2001 com crianças de três anos que apresentavam comportamento antissocial após tomarem sucos de frutas com aditivos. A cada ano se receita Ritalina para 250 mil crianças portadoras da síndrome de atenção (ADHD), além de outras drogas similares. O especialista Nick Giovanelli acredita que 2/3 destas crianças poderiam melhorar o comportamento simplesmente com mudança de dieta. Crianças com essa síndrome podem tem problemas subjacentes causando todo tipo de problema. Sempre se deveria consultar um nutrólogo primeiro – drogas só como último recurso.

Você sabia que 70% de portadores da síndrome de ADHD apresentam deficiência de zinco e ácidos graxos essenciais – Omega 3 e 6?

 

Cuidado com esses aditivos

 

  • E 123 (amaranto) – corante vermelho ligado à hiperatividade, asma, eczema e rinite – achado em mistura para bolos, cristais de gelatina e recheios com sabores de frutas.
  • E 226 (sulfito de cálcio) – conservante que pode causar problemas bronquiais e choques anafiláticos. Achados em alimentos prontos como hambúrgueres e biscoitos.
  • E160 (anato) – corante que pode causar irritação e purido. Achado em manteiga, queijos, cereais e fast-food.
  • E221 (sulfito de sódio) – conservante ligado à hiperatividade presente em refrigerantes, gelatinas e bolos.
  • E621 (MSG) (glutamato monossódico) – flavorizante, intensificados de sabor, que leva à hiperatividade no peito, dores de cabeça e náuseas. Presente em batatas com sabores, comida chinesa e caldo de carnes, sopa de pacote, salgadinhos de pacote, biscoito, etc.

 

Alimentos do mal:

Carnes e peixe:

– Fiambrada, carne enlatada;

– Carnes e peixe defumados.

Laticínios:

– Milkshakes coloridos e flavorizados;

– Iogurtes coloridos e flavorizados;

– Margarinas com cores e sabores artificiais (todas).

Pães e farinha:

– Bolos e biscoitos industrializados e de padaria;

– Cereais com adição de cores e sabores (em geral com altos índices de açúcar e sal);

– Sopas de pacote, molhos, bolos, e sobremesas;

– Remédios e vitaminas com corantes artificiais;

– Vegetais e frutas enlatadas com adição de cor;

– Pasta de dente colorida;

– Café e chás instantâneos;

– Chocolate;

– Bebidas adoçadas;

– Refrigerantes e sucos com cores e adoçantes do bem.

 

Alimentos do bem:

Carnes e peixes:

– Carne e peixe fresco;

– Peixe branco congelado;

– Peixe enlatado no óleo ou salmoura.

Laticínios:

– Leite e ovos frescos;

– Iogurte natural;

– Manteiga pura;

– Queijos brancos sem flavorizantes.

Pães e farinha:

– Pão e farinha integral;

– Massa de farinha integral;

– A maioria dos cereais sem corantes e flavorizantes, como cornflakes, miscelânea e branflakes.

Miscelânea:

– Mel;

– Alguns doces de loja sem aditivos e corantes;

– Limonada natural sem gás.


 

Fonte: Revista inglesa Real Life.



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