Por Marina Sartori
Jornalista
Próteses são peças artificialmente criadas para substituir partes do corpo perdidas ou inexistentes. Elas podem ser utilizadas tanto para a recuperação de pacientes que tiveram lesões corporais, nasceram com alguma deficiência ou para a estética.
Existem próteses para diversos fins. Os mais conhecidos são aqueles para aumentar, corrigir ou reconstruir áreas em que o paciente sente necessidade estética de modificar. Esses procedimentos são feitos com próteses de silicone, que começaram a ser desenvolvidas para a medicina na década de 1960. A empresa Dow Corning utilizou os estudos do químico Silas Braley, de onde se origina o nome do produto, para iniciar a fabricação das primeiras próteses, ainda com algumas restrições de uso. Elas eram lisas e preenchidas com um gel do produto e deveriam ser substituídas de dez em dez anos.
Pouco tempo depois, foi desenvolvida uma prótese lisa com preenchimento feito com óleo. A vantagem era o fato de proporcionar ao cirurgião maior facilidade na inclusão e, por consequência, uma cicatriz de tamanho menor. A desvantagem era a necessidade de substituição em intervalos de apenas seis anos.
Conforme a tecnologia da cirurgia plástica foi se desenvolvendo, devido sua crescente procura, novas próteses começaram a ser desenvolvidas. A indústria passou a produzi-la em cápsulas com várias camadas, o que a tornou menos permeável e mais resistente à tração. O conteúdo, que antes era óleo, passou a ser gel e a superfície, texturizada, o que conferiu maior aparência natural.
Outra novidade foi a criação de próteses de silicone com uma variedade enorme de formatos, cada um para uma indicação diferente, dependendo das condições físicas do paciente e do procedimento escolhido pelo cirurgião. Não existe uma prótese ideal que proporcione um formato natural para todas as pacientes, mas sim aquela que se encaixa perfeitamente ao tipo de pele e proporcionalidade em relação ao corpo de cada um.
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