Por Claudia Ideguchi
Jornalista
Os malefícios do cigarro são mais do que conhecidos de todos. Com mais de 4.000 substâncias químicas que causam dano a saúde, o cigarro também é inimigo da boa cicatrização e pode tornar a recuperação de cirurgias plásticas um pouco mais difícil.
Os fumantes possuem um sangue mais “grosso”, resultado das toxinas nocivas do cigarro, comprometendo a circulação. Os vasos sanguíneos ficam mais finos sofrendo vasoconstrição e deixando a circulação ainda mais difícil e complicada e dessa forma dificultam a chegada de nutrientes e proteínas, além do oxigênio, importantes para as áreas que precisam se cicatrizar. Essa má circulação pode causar também a morte de algumas células, o que pode gerar necrose do tecido e facilitar o aparecimento de quelóides nas cicatrizes. A fumaça inalada pelo fumante passivo também é nociva para a cicatrização, pois ela prejudica as células formadoras de colágeno que são fundamentais para o processo cicatrizatório.
O pós-operatório dos pacientes que fumam também é mais complicado que de pacientes não fumantes. Existe maior possibilidade de infecções e a tendência dos fumantes a tossir mais causa dor e acaba forçando o corte, dificultando a cicatrização e fazendo com que a chance de seus pontos abrirem seja maior.
Se você é fumante e deseja realizar algum procedimento plástico, a recomendação é interromper o cigarro por um mês antes da cirurgia para as células se repararem e tornarem-se mais saudáveis para a recuperação. No entanto, se você vai realizar uma mudança estética para melhorar a auto-estima e bem estar, por que não promover uma transformação de hábitos deixando o cigarro e tornando também seu corpo mais saudável? Afinal de contas, estética e saúde caminham lado a lado na construção da satisfação pessoal.