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Por Dr. Flávio Orsini Filho
CRM 37.296
Quando Samuel Hahnemann (precursor da Homeopatia Unicista), na virada do século 19, iniciou suas pesquisas com Homeopatia, pouco se sabia sobre as causas das doenças, o que o levou a focar nos sintomas das mesmas. O primeiro medicamento que ele estudou foi o China Officinalis, um remédio utilizado para malária, mas que quando tomado por um indivíduo saudável produzia sintomas semelhantes a malária, fazendo-o concluir que “semelhante cura semelhante”, que é a principal prerrogativa da Homeopatia Unicista.
Uma substância que causa certos sintomas em indivíduos saudáveis deveria curar os doentes que apresentassem sintomas semelhantes. Esta ideia já havia sido sugerida por Hipócrates na antiga Grécia. Devido ao fato de que grandes dosagens de muitas substâncias eram venenosas, ele passou cada vez mais a utilizar concentrações menores, chegando à máxima de que quanto mais diluída a substância, maior será o seu poder de cura.
Baseados neste princípio clássico, os médicos homeopatas adeptos a ela são aqueles que prescrevem um único medicamento por vez. Eles observam seus pacientes como um todo, não importando só a doença e seus sintomas físicos, mas dão muito valor aos seus sintomas mentais, suas emoções, a forma com que eles interagem a seu meio, como vivem seus medos, conflitos, ansiedades, como a doença se manifesta de acordo com os horários, temperaturas do meio ambiente, épocas do ano e muito mais. Enfim, a Homeopatia Unicista observa o paciente como um todo, individualizando-o o máximo possível para a escolha do medicamento.
Outros médicos, por sua vez, focam mais suas prescrições na doença, talvez por se adaptarem melhor a esta abordagem, procurando entender como é a doença em particular naquele indivíduo. Muito frequentemente os Unicistas e os Organicistas acabam prescrevendo os mesmos medicamentos, já que ambos procuram individualizar o paciente, seja com um todo, ou a doença bem caracterizada. Os chamados Pluralistas ou Alternistas que receitam mais de um medicamento por vez, sempre administrado em horários alternados, às vezes pelo fato de não se ter certeza do medicamento único.
Mais raramente encontramos os Complexistas, sendo que são poucos os encontrados aqui no Brasil, especialmente. Estes receitam vários medicamentos num mesmo glóbulo, a serem ministrados de forma isolada ou conjuntamente, num mesmo dia. Também fazem uma seleção dos medicamentos mais comuns a determinada patologia e os prescrevem numa fórmula única. Neste caso, temos como exemplo mais usual e conhecido, sais de Schussler, fórmula composta de vários medicamentos minerais em baixa diluição e dinamização. Este composto é administrado uma ou várias vezes ao dia conforme a orientação médica.
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