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Cirurgias Plásticas


Dermolipectomia Coxas - Plástica Coxas - Flacidez Coxas


Breve Histórico

A Dermolipectomia consiste na retirada de gordura e pele em excesso de alguma parte do corpo (Dermo = pele; Lipo = gordura; Ectomia = retirada). Portanto, além da lipoaspiração, o cirurgião plástico realiza uma remodelação do corpo, de modo que não sobre excesso de pele. Assim sendo, história da dermolipectomia se confunde com a da lipoaspiração, por ser uma evolução dela. Percebendo a existência de casos de grandes emagrecimentos ou os próprios resultados de lipoaspirações, os cirurgiões modernos encontraram uma solução para o problema da sobra de pele tão desconfortável e constrangedor para seus pacientes.

Confira a história da lipoaspiração para entender melhor a evolução da dermolipectomia: A Cirurgia Plástica, por incrível que pareça, nasce na antigüidade. Médicos indianos realizavam transplantes de pele e reconstruções nasais já no século VIII a.C, período no qual a amputação do nariz era um castigo para certos crimes. Os Romanos desenvolveram simples técnicas como a reparação de orelhas danificadas ainda no século I a.C.

O desejo de modificar o corpo por meio de retirada de gordura do corpo humano com cirurgia se mostrou evidente somente no século 17. Documentos que datam desta época discutem idéias cirúrgicas para transferir gordura de uma região do corpo para outra. Em 1895, Czerny transplantou gordura da região do dorso de uma paciente, na tentativa de corrigir um defeito mamário.

Na mesma década, Kelly iniciou a busca do contorno corporal com cirurgias chamadas bloco lipectomy, que consistiam na remoção de blocos de tecido adiposo. O resultado não era completamente satisfatório em decorrência de extensas cicatrizes. Entretanto, a evolução da medicina permitiu que cirurgiões começassem a esconder as cicatrizes nas pregas naturais do corpo. Porém, as incisões ainda eram extensas para os padrões modernos.

Os primeiros relatos de lipoaspiração através de pequenas incisões são da década de 1920. O cirurgião francês Dujarrier desenvolveu a técnica mas acabou em tragédia. Sua paciente, uma dançarina, sofreu amputação da perna após o rompimento de vasos. Por volta da década de 1970, novas tentativas foram feitas pelos médicos Wilkinson e Schrudde, que, pela primeira vez, utilizaram cânulas aspirativas. Os resultados estéticos demonstraram-se satisfatórios, mas os efeitos adversos eram perigosos.

Giorgio Fisher, em 1974, criou um método que fatiava a gordura e, por meio de um sistema de sucção, aspirava a gordura cortada. Esta técnica, porém, apresentava complicações relacionadas a sangramento e hematomas.

O pioneiro em relação à segurança na lipoaspiração foi o cirurgião francês Yves Gerard Iliouz, que substituiu as cânulas cortantes pelas denominadas romba, menores portanto menos traumáticas. Mais tarde, inventou a técnica chamada hidrolipo, injetando soluções salinas durante o procedimento.

A revolução do conceito de segurança na cirurgia de lipoaspiração foi a pesquisa de Jeffrey Klein, farmacêutico e dermatologista norte-americano em 1980. Sabendo dos riscos da utilização da anestesia geral em cirurgias plásticas, o médico criou a primeira anestesia local para lipoaspirações, que ficou conhecida como solução Klein. Considerada a técnica mais segura para a remoção de gordura, o procedimento ficou conhecido como lipoaspiração tumescente.

A escolha do cirurgião

Um dos primeiros e mais importantes passos do planejamento de uma cirurgia plástica é a escolha do cirurgião. A qualidade do resultado é diretamente proporcional à experiência e visão estética do médico que realizará a dermolipectomia.

Em primeiro lugar, não há uma definição absoluta em relação ao médico ideal para a realização da dermolipectomia. Mas, o paciente deve estar atento ao currículo do cirurgião e relacionar ao problema que pretende resolver. Problemas funcionais podem ser solucionados somente pelo cirurgião plástico ou, em alguns casos, precisam da opinião e de um segundo médico. Por este motivo, o exame clínico na consulta inicial e uma conversa esclarecedora com o cirurgião influenciam o resultado da dermolipectomia.

A sua escolha deve ser permeada por uma série de fatores fundamentais para garantir a idoneidade da clínica e do médico. Alguns destes fatores mais importantes são:

1. A formação acadêmica e prática do médico. Procure saber em que universidade o cirurgião estudou e em que hospital realizou a residência.

2. Especialização em Cirurgia Plástica e dermolipectomia, especificamente. O médico, para que a operação tenha sucesso, deve ter estudado além da medicina tradicional, técnicas próprias da cirurgia em questão.

3. Uma das maneiras de saber as especializações do médico é informar-se sobre a quais Sociedades ele é afiliado. Ex: Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. E se sua situação está regularizada no Conselho Federal de Medicina.

4. O currículo do cirurgião é importantíssimo para demonstrar seus conhecimentos. Lá você encontra informações como: participação de congressos, pesquisas, o tempo de atuação como cirurgião plástico, etc.

5. Procure identificar os hospitais em que o cirurgião opera ou a clínica relacionada a seu nome. Certifique-se de que são locais que oferecem segurança à sua saúde.

6. Procure informações sobre pacientes que já realizaram dermolipectomia anteriormente com este médico, observe os resultados e, se puder, pergunte a eles sobre o seu trabalho.

Auto-Estima

É mais que evidente a melhora na auto-estima de pacientes que se submetem à dermolipectomia. Faz parte do conjunto da felicidade se sentir bem com sua própria imagem e saber que ela agrada às pessoas com quem convive. Além disso, na vida em sociedade, principalmente em centros urbanos, é interessante adaptar-se a certos padrões para que oportunidades e relações pessoais sejam alcançadas de maneira mais fácil.

Entretanto, algumas pessoas acreditam na idéia equivocada de que este tipo de cirurgia, quando voltado apenas para a estética, é fútil e desnecessário. Mas estão enganadas. De acordo com a Neuropsicologia, pacientes que, após se submeterem à dermolipectomia, se sentem mais bonitos e seguros e modificam o funcionamento de seu corpo, como respostas fisiológicas.

A medicina comprova a veracidade do aumento da qualidade de vida de pessoas que obtêm bons resultados na cirurgia. Ao se olhar no espelho, o organismo do paciente libera endorfina, o hormônio da felicidade, melhorando o funcionamento do seu corpo e evitando o estresse e o mau-humor, grandes vilões da pele.

Mas, é evidente que existem diversas fases entre o desejo da pessoa de se sentir diferente até o momento em que ela decide se submeter ao procedimento. É aí que entram a responsabilidade e a ética do cirurgião. Por sua experiência profissional, ele sabe quem está apto ou não a realizar a cirurgia. Cabe a ele aconselhar o paciente sobre exageros ou a falta de necessidade do procedimento.

A dermolipectomia, além de ter como principal objetivo melhorar a saúde do paciente, faz com que ele se sinta mais bonito, mais seguro. A primeira resposta positiva a este aumento de auto-estima é a autoconfiança que o paciente transparece em casa, no trabalho, com os amigos... Quando atende às expectativas do paciente, a dermolipectomia só traz benefícios.

Avaliação

A avaliação para a dermolipectomia das coxas é simples, pois requer apenas um exame clínico básico, mas deve ser feito apenas pelo cirurgião plástico, na consulta inicial. Pelo fato de ser um procedimento que visa eliminar a flacidez após grandes emagrecimentos, envelhecimento natural ou após a gravidez, o cirurgião plástico precisa apenas olhar e tatear a pele para saber se a indicação para o paciente em questão é realmente a cirurgia.

A dermolipectomia das coxas é comum entre pacientes que se sentem inseguros com sua aparência devido ao excesso de flacidez, resposta natural do corpo ao envelhecimento. O grande problema desta resposta do corpo é a dificuldade de eliminá-la somente com a prática de exercícios físicos, porque a pele flácida após sofrer um estiramento maior do que o seu limite de elasticidade não volta a ficar rígida. Portanto, somente a cirurgia plástica pode ser a solução nestes casos.

Outro caso comum entre pacientes que chegam ao consultório com altos níveis de flacidez da pele é de pessoas que sofreram grande emagrecimento após a chamada cirurgia de diminuição do estômago, ou bariátrica. A velocidade de emagrecimento destes pacientes impede que a pele se ajuste aos poucos ao novo contorno corporal, causando grandes sobras de pele flácida em todo o corpo. A única maneira de contornar a situação é a realização de algumas sessões de dermolipectomias, uma em cada parte do corpo em que há sobra de pele. A região das coxas é uma delas.

Orientações para o Pré-operatório de Dermolipectomia

O resultado de qualquer cirurgia plástica, assim como a garantia de sucesso durante o procedimento, dependem de uma série de fatores. Entre eles há os que o paciente não interfere: a experiência do médico, a qualidade dos equipamentos, local adequado, a técnica, etc. Mas, para garantir a eficácia da operação e aumentar as chances de satisfação, o próprio paciente deve tomar alguns cuidados antes da realização da cirurgia.

As recomendações para o pré-operatório da Dermolipectomia, cirurgia plástica de retirada de excesso de pele e gordura, são as seguintes:

• Programar suas atividades sociais, domésticas ou escolares, de modo a não se tornar indispensável a terceiros, por um período de aproximadamente dez dias;

• Comunique a Clínica em caso de gripe, indisposição ou antecipação do período menstrual;

• Evitar todo e qualquer medicamento para emagrecer e/ou diurético que eventualmente esteja usando, por dez dias anteriores ao ato cirúrgico;

• Ficar em jejum absoluto - sólidos e líquidos - pelo período de 08 horas que antecedem o horário da cirurgia;

• Avisar o cirurgião sobre o uso de qualquer medicamento.

• Evitar bebidas alcoólicas e cigarros durante os dois dias anteriores à cirurgia;

• Não usar esmalte ou base nas unhas das mãos;

Levar para o Hospital: • Roupa confortável para ser usada na alta;

• Modelador, caso seja indicado pelo médico;

• Exames pré-operatórios.

A cirurgia

A Dermolipectomia das Coxas consiste na retirada de gordura e pele em excesso desta região do corpo (Dermo = pele; Lipo = gordura; Ectomia = retirada). É uma das cirurgias plásticas mais realizadas para os casos de grandes emagrecimentos, já que a pele quando excessivamente estirada, dificilmente retrai.

O procedimento pode ser realizado isoladamente, mas geralmente é associado à lipoaspiração, com melhores resultados e melhor contorno corporal. A dermolipectomia não deve ser considerada como tratamento de obesidade, ou substituto de dietas e exercícios físicos.

Antes de iniciar a cirurgia, as coxas são devidamente limpas e linhas de incisão devem ser desenhadas. Para procedimentos complexos, que envolvem remoção de grandes quantidades de tecido, ou a associação de outros procedimentos, usa-se anestesia geral. Por outro lado, procedimentos mais simples requerem anestesia local e sedação, que auxiliam no conforto e relaxamento do paciente.

Nos casos em que há necessidade de realizar uma pequena lipoaspiração antes da retirada da pele, o cirurgião faz uma pequena incisão atrás dos joelhos ou na virilha para a introdução da cânula. Logo após esse procedimento, há a retirada da pele em excesso, que pode ser realizada de duas maneiras, deixando cicatrizes de proporções diferentes. A cicatriz deixada pela “dermo de coxas” de dimensão pequena ou média fica acima da prega da virilha, portanto confunde-se entre os sulcos já existentes naturalmente. Somente nos casos em que há grande excesso de pele flácida é necessário um segundo corte, que se estende verticalmente na parte interna das coxas.

O processo de evolução da cicatriz se dá em três fases: o período imediato, no qual ela se apresenta pouco visível, excetuando os casos em que há reação aos pontos pela pele; o período mediato, até o sexto mês após a cirurgia dos braços, quando ocorrerá a mudança de cor de vermelha para marrom e um espessamento gradativo; e o período tardio, do sexto ao décimo segundo mês, que é aquele em que a cicatriz começa a se tornar mais clara e fina, atingindo aos poucos o aspecto definitivo.

Orientações para Pós-Operatório de Dermolipectomia

O resultado de qualquer cirurgia plástica, para que atinja as expectativas tanto do paciente quanto do cirurgião depende de uma série de fatores. Entre eles há os que o paciente não interfere: a experiência do médico, a qualidade dos equipamentos, local adequado, a técnica, etc. Mas, para garantir a eficácia da cirurgia, evitar possíveis complicações e passar por uma recuperação tranqüila e saudável, quem se submete a cirurgias plásticas precisa se ater a alguns cuidados específicos de cada procedimento.

As orientações para o pós-operatório de Dermolipectomia, cirurgia de retirada de excesso de pele e gordura, são as seguintes:

• Ficar em repouso relativo, ou seja, caminhadas tranquilas dentro de casa são recomendadas para estimular a circulação sanguínea. • Banho de chuveiro no dia seguinte à cirurgia, utilizando sabão neutro (glicerinado);

• O curativo deverá ser efetuado após o banho, aplicando pomada indicada pelo médico sobre todas as cicatrizes e cobrindo-as com gaze seca (não usar fitas adesivas, esparadrapo ou micropore).

• Utilizar o modelador por todo o dia, incluindo o período noturno, quando indicado pelo cirurgião.

• Tomar a medicação prescrita pelo tempo recomendado, principalmente os antibióticos;

• Comparecer a todos os retornos pós-operatórios, pois são fundamentais para o bom resultado de sua cirurgia. Caso não possa vir, avise a Clínica com antecedência;

• O retorno às atividades habituais ocorrerá em 2 a 3 semanas;

• Evite se expor ao sol ou frio até orientação da equipe médica nos retornos pós-operatórios.

• Não carregue peso ou faça esforço.

Obs.: Habitualmente a alta hospitalar ocorre no dia seguinte. Siga corretamente as orientações que lhe serão dadas no momento da mesma.

Perguntas e Respostas: Dermolipectomia

1) O que significa dermolipectomia da coxa?
R: Dermo = pele; Lipo = gordura; Ectomia = retirada. Portanto, é a retirada de pele e gordura da coxa.

2) A cicatriz deixada pela dermolipectomia da coxa é muito perceptível?
R: A sutura feita nesse tipo de cirurgia é na prega da virilha estendendo-se até o sulco subglúteo, portanto fica confundida entre os sulcos das duas áreas. Somente nos casos em que há grande excesso de pele o corte pode ser maior.

3) Como se dá a evolução da cicatriz?
R: Se dá em três fases: o período imediato, no qual ela se apresenta pouco visível, excetuando os casos em que há reação aos pontos pela pele; o período mediato, até o sexto mês após a cirurgia, quando ocorrerá a mudança de cor de vermelha para marrom e um espessamento gradativo; e o período tardio, do sexto ao décimo segundo mês, que é aquele em que a cicatriz começa a se tornar mais clara e fina, atingindo aos poucos o aspecto definitivo.

4) O resultado definitivo é imediato?
R: Não. Nenhuma cirurgia plástica apresenta os resultados finais ao final do procedimento. É recomendada a espera de seis meses para as coxas chegarem a sua forma definitiva. Nos primeiros meses, há uma diminuição da sensibilidade da raiz da coxa, que, gradativamente, volta ao normal. O programa estético da clínica deve ser seguido à risca, já que a drenagem linfática acelera o processo de recuperação e, conseqüentemente, dos resultados finais.

5) Existe risco na dermolipectomia da coxa?
R: Não, assim como em qualquer outra cirurgia. Os riscos são associados à falta de precauções e da preparação adequada para o paciente. Se o cirurgião plástico tem reconhecimento pelo seu profissionalismo não há com o que se preocupar.

6) Que tipo de anestesia é utilizado na dermolipectomia?
R: Tanto a geral quanto a peridural, dependendo do caso.

7) Quanto tempo leva a cirurgia e a internação?
R: Dura em média três horas e a internação é de um dia, em casos de evolução normal.

8) O médico receitará medicamentos para diminuir a dor?
R: Sim. Apesar de não haver dor intensa, mas próxima de um desconforto muscular, o cirurgião receita analgésicos como prevenção. Além do antibiótico, que deve ser tomado por uma semana.

9)Será necessária a troca dos curativos?
R: Sim. Periodicamente durante o pós-operatório os curativos devem ser trocados, priorizando a higiene.

10) Quando terei de voltar ao consultório par a retirada dos pontos?
R: Se forem utilizados pontos absorvíveis, não será preciso. Entretanto, no caso da necessidade de tirar os pontos, deverá ser cerca de uma semana após o ato cirúrgico.

11) Existe alguma restrição em relação ao banho?
R: Não. Você pode, e deve, tomar banho no dia seguinte. Somente recomenda-se a utilização de sabonete neutro.