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Mamoplastia - Prótese Silicone - Silicone Seios



Breve Histórico

Fonte: Paulo Roberto da Silva Mendes

A mudança dos padrões de beleza ao longo da história fez com que cada vez mais mulheres procurem um cirurgião plástico a fim de corrigir as alterações de volume e consistência das mamas através da colocação de implantes mamários. A mamoplastia de aumento é uma das cirurgias mais realizadas em todo o mundo, sendo a cirurgia plástica mais comum em mulheres entre 19 e 34 anos de idade.

A tentativa de aumentar as mamas vem de longa data. Mas no início o material utilizado para o preenchimento das mamas era retirado do tecido autógeno, ou seja, do próprio corpo do paciente (gordura, por exemplo). Já em 1895, Czerny transplantou gordura da região do dorso na tentativa de corrigir um defeito mamário.

Maliniac (1950), Marino (1952), O`Connor (1964), Goulian e McDivitt (1972) relataram terem realizado mamoplastia de aumento e reconstrução mamária após mastectomia e Bircoll (1987) utilizou gordura originada de lipoaspiração para injetar nas mamas.

Porém, diante de resultados tão desalentadores com tecidos autógenos, pesquisadores de todo o mundo buscaram nas substâncias aloplásticas uma possível solução para este problema. A primeira tentativa com foi com parafina. Gersuny, em 1942, injetou parafina nas mamas, no entanto não foi uma boa alternativa. Em 1961, portanto, 29 anos depois, uma injeção de silicone foi pela primeira vez utilizada por Uchida. No entanto, foram relatados casos de inflamação crônica, cistos, nódulos, necrose de pele e de mama, etc. Tais resultados não satisfaziam esteticamente, e os sintomas das complicações não eram tolerados pelos pacientes.

Outra tentativa foi feita com próteses infláveis. Rees em 1973, publicou um trabalho com a versão americana do implante. Os implantes eram inicialmente cheios com DEXTRAN ®. O endurecimento das mamas ocorreu em 30% dos casos. Esvaziamento e “falência” do implante também ocorreu em 76% dos casos em 3 anos. Grossman, em 1973, relatou o fracasso do implante em 0,5% em 1700 casos submetidos à colocação de implantes mamários cheios com solução salina. Estudos posteriores observaram o esvaziamento dos implantes entre 3,4 a 15,5%.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a DOW-CORNING desenvolveu o silicone gel para funcionar como agente isolante. O primeiro estudo clínico com o silicone gel foi realizado em 1962. Cronin e Gerow, em 1964, tiveram a idéia de incluir o silicone dentro de uma fina e sólida membrana de silicone no formato natural de uma mama para o aumento mamário. Porém, a contratura continuou ocorrendo neste tipo de implante, associada à dor e ao endurecimento e, muitas vezes, com enrugamento.

Em 1986, Caffee demonstrou um decréscimo importante na espessura e na contratura capsular com o uso de implantes com baixa taxa de extravasamento, quando comparados com os implantes comuns.

Em 1974, surge o implante com duplo lúmen, que possuía uma área de volume ajustável para solução salina e outra fixa com silicone gel. Existia a possibilidade de utilizar antibióticos e corticóides no lúmen. Houve redução na contratura capsular usando silicone duplo lúmen em comparação com os implantes de silicone gel.

Os implantes de silicone revestidos com uma fina camada de poliuretano surgem em 1970, introduzidos por Ashley. Ele acreditava que tais implantes produziam mamas macias por permitirem que as fibras colágenas crescessem dentro da camada externa da espuma de poliuretano.

Devido a problemas relacionados ainda à contratura surge, na década de 80, o implante de silicone com superfície texturizada, que teria as mesmas vantagens do implante com superfície revestida com poliuretano sem os efeitos adversos.

A medicina evolui muito ao longo dos anos para chegarmos a uma prótese de silicone segura e com índices de complicação baixíssimos. São os estudos científicos de mais de 100 anos a serviço do bem-estar, da auto-estima e da saúde acima de tudo.

Avaliação

A consulta inicial ou de avaliação é o passo mais importante para o planejamento da cirurgia plástica de inclusão de prótese de mama. É no consultório que o cirurgião plástico toma as decisões que influenciarão no resultado final da cirurgia.
Após realizar um exame clínico detalhado, o médico deverá fazer uma breve entrevista com a paciente para detectar algumas informações importantíssimas para a escolha do tipo e tamanho de prótese, bem como a via de inclusão que sejam ideais para seu corpo. Uma das perguntas fundamentais para a obtenção destas informações é sobre a ascendência da paciente, já que as características da pele e do metabolismo podem variar de acordo com a genética e até mesmo a cultura de certos povos. Por exemplo, a elasticidade da pele está relacionada a sua etnia e sua tendência a engordar está relacionada aos hábitos alimentares de sua família.

Apesar da escolha do tipo de prótese ser quase completamente relacionada à experiência do cirurgião plástico, a paciente participa muito no planejamento da cirurgia. O volume da prótese, por exemplo, será escolhido de acordo com a sua vontade, dentro de alguns limites, é claro. Para isso, ela faz uma série de testes com uma cinta de compressão, provando diferentes tamanhos e formatos de prótese para escolher o ideal para ela. O médico faz suas ressalvas e dá conselhos durante o teste, que devem ser ouvidos pela paciente para que o resultado seja satisfatório. A confiança no cirurgião é imprescindível.

Além do tipo, tamanho e formato da prótese de silicone, é na consulta de avaliação que o cirurgião plástico determina a via de inclusão que determinará o local da cicatriz da cirurgia. Atualmente, a mais aceita por cirurgiões é a via axilar, por proporcionar a menor e menos visível cicatriz. É necessário que o médico fique atento para a tendência de algumas pacientes ao desenvolvimento de quelóides para avaliar se esta é a melhor opção, mas geralmente não há limitações. De qualquer modo, qualquer contra-indicação deve ser tratada como caso excepcional e avaliada individualmente.

Uma das mais importantes informações que influenciam no resultado da cirurgia é a gravidez. Pacientes que já tiveram filhos devem informar o cirurgião sobre o crescimento da mama durante a gestação, mesmo se ela já tiver voltado ao tamanho anterior, porque a pele possui uma memória do estiramento causado pelo aumento dos seios na amamentação. Deste modo, a colocação da prótese pode proporcionar um peso extra à pele que já sofreu estiramento excessivo e causar a queda da mama. Se a paciente ainda não teve filhos, mas pretende engravidar, também deve avisar o cirurgião, para que ele possa prevenir o crescimento excessivo da mama e a flacidez da pele.

Para que a consulta de avaliação seja bem aproveitada e que o planejamento atinja as expectativas no resultado da cirurgia, o ideal é que todas as dúvidas sejam esclarecidas e que haja cumplicidade entre médico e paciente. Esta relação é importantíssima para o sucesso da operação.

A Escolha do Cirurgião

Um dos primeiros e mais importantes passos do planejamento de uma cirurgia plástica é a escolha do cirurgião. A qualidade do resultado é diretamente proporcional à experiência e visão estética do médico que realizará a Mamoplastia de Aumento.

Em primeiro lugar, não há uma definição absoluta em relação ao médico ideal para a realização da inclusão de prótese de silicone. Mas, o paciente deve estar atento ao currículo do cirurgião e relacionar ao problema que pretende resolver. Problemas funcionais podem ser solucionados somente pelo cirurgião plástico ou, em alguns casos, precisam da opinião e de outro especialista.

Por este motivo, o exame clínico na consulta inicial e uma conversa esclarecedora com o cirurgião influenciam o resultado da mamoplastia.

A sua escolha deve ser permeada por uma série de fatores fundamentais para garantir a idoneidade da clínica e do médico. Alguns destes fatores mais importantes são:

1. A formação acadêmica e prática do médico. Procure saber em que universidade o cirurgião estudou e em que hospital realizou a residência.

2. Especialização em Cirurgia Plástica e Mamoplastia de Aumento, especificamente. O médico, para que a operação tenha sucesso, deve ter estudado além da medicina tradicional, técnicas próprias da cirurgia em questão.

3. Uma das maneiras de saber as especializações do médico é informar-se sobre a quais Sociedades ele é afiliado. Ex: Conselho Federal de Medicina, Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

4. O currículo do cirurgião é importantíssimo para demonstrar seus conhecimentos. Lá você encontra informações como: participação de congressos, pesquisas, o tempo de atuação como cirurgião plástico, etc.

5. Procure identificar os hospitais em que o cirurgião opera ou a clínica relacionada a seu nome. Certifique-se de que são locais que oferecem segurança à sua saúde.

6. Procure informações sobre pacientes que já realizaram mamoplastia anteriormente com este médico, observe os resultados e, se puder, pergunte a eles sobre o seu trabalho.


Idade certa

A indicação para a inclusão de prótese de silicone é que somente pacientes maiores de dezoito anos devem se submeter à cirurgia, porque já têm maturidade moral para fazer esta escolha e maturidade física, ou seja, do corpo.

Entretanto, há casos em que pacientes mais novas desejam realizar a cirurgia. É papel do médico conversar com seus responsáveis para detectar se há realmente a necessidade do imediatismo ou se esperar mais um pouco é a melhor escolha. Uma série de fatores deve ser analisada para chegar a um veredicto. Em primeiro lugar, o grau de crescimento da paciente deve ser avaliado com informações básicas como a idade da primeira menstruação e sua evolução na puberdade. Informações sobre parentes próximos como a mãe, irmãs e tias são fundamentais para detectar a possibilidade da mama da paciente se desenvolver mais futuramente. Enfim, após a realização de exames detalhados e uma avaliação geral sobre a paciente e sua família, o médico pode tomar a sua decisão sobre a realização da cirurgia.

Um fator determinante para que a paciente menor de idade possa se submeter à inclusão de prótese de silicone é o psicossocial. Se a ausência de mama significa um problema para a auto-estima da paciente e suas relações interpessoais são prejudicadas, a cirurgia pode ser uma solução interessante e deve ser estudada pelos responsáveis da paciente.

O bom senso associado ao conhecimento é a melhor fórmula para se chegar à conclusão sobre a idade ideal para a colocação da prótese de silicone. E, mais uma vez, a relação médico-paciente deve ser priorizada.

Mamoplastia e gravidez

Uma das maiores dúvidas entre mulheres que desejam realizar a Cirurgia de Inclusão de Prótese de Silicone de Mama (Mamoplastia de Aumento) é a hora certa de realizá-la. Informações erradas devido à crescente exposição na mídia sobre o assunto, levam as pacientes ao medo e à dúvida, ao invés de esclarecer corretamente os fatos. Entre as mais variadas está uma das mais comuns perguntas: “Posso realizar a Mamoplastia antes de engravidar ou devo esperar?”.

Antes de responder diretamente à pergunta, é preciso explicar algumas alterações no corpo da mulher durante a gestação e após o parto.

Durante a gravidez e principalmente após o parto, a mama sofre um grande estiramento devido à produção de leite. A pele, por ser um tecido elástico, acompanha o crescimento dos seios, mas não pode suportar sua velocidade, gerando flacidez e o aparecimento de estrias. Entretanto, não é somente em decorrência da produção de leite que os seios aumentam de tamanho. A gestante engorda, em casos ideais, cerca de um quilo por mês, aumentando o volume de gordura na mama. Portanto, quanto mais a paciente engordar, maiores ficarão seus seios.

A Mamoplastia de Aumento pode ser indicada para pacientes que ainda desejam ter filhos, mas elas devem estar cientes de que podem precisar realizar uma nova Mamoplastia após o parto. Em decorrência do aumento da mama e do estiramento da pele, a prótese introduzida na Mamoplastia ficará de tamanho desproporcional, tornando os seios ainda mais caídos. Por esse motivo será necessária uma nova Mamoplastia, corrigindo o excesso de pele ou a introdução de nova prótese, de tamanho maior.

Em relação aos riscos na amamentação, não há com o que se preocupar. Hoje as técnicas de Mamoplastia de aumento e a tecnologia das próteses de silicone garantem riscos baixíssimos de complicações tanto para a mãe quanto para o bebê.

Auto-estima

É mais que evidente a melhora na auto-estima de pacientes que se submetem à inclusão de prótese de silicone. Faz parte do conjunto da felicidade se sentir bem com sua própria imagem e saber que ela agrada às pessoas com quem convive. Além disso, na vida em sociedade, principalmente em centros urbanos, é interessante adaptar-se a certos padrões para que oportunidades e relações pessoais sejam alcançadas de maneira mais fácil.

Entretanto, algumas pessoas acreditam na idéia equivocada de que este tipo de cirurgia, quando voltado apenas para a estética, é fútil e desnecessário. Mas estão enganadas. De acordo com a Neuropsicologia, pacientes que, após se submeterem à inclusão de prótese de silicone, se sentem mais bonitos e seguros e modificam o funciometanto de seu corpo, como respostas fisiológicas.

A medicina comprova a veracidade do aumento da qualidade de vida de pessoas que obtêm bons resultados na cirurgia. Ao se olhar no espelho, o organismo do paciente libera endorfina, o hormônio da felicidade, melhorando o funciometanto do seu corpo e evitando o estresse e o mau-humor, grandes vilões da pele.

Mas, é evidente que existem diversas fases entre o desejo da pessoa de se sentir diferente até o momento em que ela decide se submeter à inclusão da prótese. É aí que entram a responsabilidade e a ética do cirurgião. Por sua experiência profissional, ele sabe quem está apto ou não a realizar a cirurgia. Cabe a ele aconselhar o paciente sobre exageros ou a falta de necessidade do procedimento.

A inclusão de prótese de silicone faz com que o paciente se sinta mais bonito, mais seguro. A primeira resposta positiva a este aumento de auto-estima é a autoconfiança que o paciente transparece em casa, no trabalho, com os amigos... Quando atende às expectativas do paciente, a inclusão de prótese de silicone só traz benefícios.


Tamanho da prótese

Um dos maiores dilemas para quem pretende fazer a mamoplastia de aumento é o tamanho da prótese de silicone. E, ao contrário do que a maioria pensa, quem deve dar a palavra final para essa escolha é o cirurgião plástico e não a paciente. Isto porque é um fator que não depende apenas do bom-senso estético, mas das condições físicas e das possíveis conseqüências para o corpo da mulher.

Somente o cirurgião plástico com experiência na inclusão de prótese de silicone de mama tem conhecimento suficiente para determinar o tamanho ideal da prótese para cada paciente. Um dos fatores mais relevantes é o tipo de pele da mulher. O grau de flacidez do maior órgão do corpo humano é fundamental para que o volume da prótese não ultrapasse seus limites. Uma pele com pouca elasticidade pode se romper e ocorrer estiramento (aparecimento de estrias), caso a prótese seja muito grande. Ou, pelo contrário, se houver flacidez em excesso, como ocorre freqüentemente com mulheres que já tiveram filhos e amamentaram, pode ocorrer uma sobra da pele se a prótese for pequena demais.

Outro fator importantíssimo é o peso das próteses e as doenças que ele pode causar na coluna. A prótese de silicone muito pesada pode refletir nas costas e gerar escoliose, um desvio na coluna vertebral para a esquerda ou para a direita, resultando em um “S”. Dores freqüentes nas costas podem ser conseqüências de seios muito pesados.

Um bom teste para saber o tamanho ideal de sua prótese, além das recomendações de seu cirurgião, é levar para a consulta um sutiã sem “ferrinho” de tamanho um pouco maior do que o seu, para provar próteses de tamanhos diferentes. Assim pode-se ter uma leve noção de como podem ficar os seios após a cirurgia.

Confiar no conhecimento e experiência do cirurgião plástico é o melhor a se fazer quanto á escolha do tamanho da prótese de silicone de mama, assim como todos os cuidados do pós-operatório, que devem ser seguidos à risca.

Tipos de prótese

Um dos principais fatores relacionados ao sucesso da cirurgia plástica de aumento de mamas é a escolha do tipo de prótese de silicone. Para que o formato dos seios fique natural e o mais sensual possível, é preciso que o cirurgião atente para as características do corpo e da pele de cada mulher, que são muito diferentes de acordo com sua ascendência e de seus hábitos. Para isso, ao longo da evolução da cirurgia plástica, foram desenvolvidas próteses de tamanhos, formatos e texturas diferentes para atender justamente a essas particularidades femininas.

Além das características físicas de cada mulher, o médico analisa seu modo de vida para que futuramente a prótese continue sendo adequada. Um fator muito importante é o planejamento de uma futura gravidez ou se a paciente já teve filhos, como já explicamos.

PERFIL

Baixo: Este tipo de prótese possui base redonda e larga e altura baixa. É utilizado quando se deseja uma maior projeção do colo mamário e pouca projeção para a frente.

Alto: As próteses de silicone de perfil alto possuem base de menor diâmetro, porém são mais altas. O resultado é uma projeção mais acentuada para a frente.

Anatômico ou “gota”: O perfil anatômico é mais baixo na parte superior e mais alto na parte inferior da prótese. É utilizado quando a paciente é magra e não possui projeção na parte superior da mama, evitando o estiramento excessivo da pele. Sendo assim, este tipo de prótese proporciona um visual mais natural à mama deste tipo de caso clínico, mas não se aplica a todas as mulheres.

Perfil direto e esquerdo: São próteses com formatos específicos para a mama esquerda e a mama direita. A lateral externa deste tipo de prótese é mais larga, proporcionando uma projeção maior para os lados e menor na parte frontal. Este tipo não é muito comum, pois constatou-se maior movimentação da prótese nos casos em que foi utilizada.

BASE

A prótese que proporciona o melhor e mais natural resultado é a de base redonda, porque dificilmente se desloca, ou seja, é a mais estável de todas as próteses quando analisadas em longo prazo.

SUPERFÍCIE

A superfície ideal da prótese de silicone é a texturizada, pois possui micro-rugosidades, o que ajuda a evitar a formação da chamada cápsula. Os índices de contratura capsular são muito baixos com este tipo de prótese. Por este motivo, há um consenso em relação à sua utilização, descartando-se a prótese de silicone de superfície lisa, já ultrapassada.

Cicatriz em mamoplastia de aumento

A tecnologia associada aos mais recentes estudos da medicina relacionados à Cirurgia Plástica permite que a Inclusão de Prótese de Silicone apresente uma cicatriz cada vez menos perceptível e de aparência fina e pequena.

Hoje existem técnicas para a inclusão da prótese através de diferentes partes do corpo, dependendo das necessidades de cada paciente. Uma delas é por meio da via “Periareolar inferior”, ou seja, através das aréolas. O resultado é uma única cicatriz em torno da metade inferior da aréola, acompanhando seu desenho natural.

Entretanto, há limitações para a colocação da prótese de acordo com o tamanho dos seios, dos mamilos e da aréola da paciente. Outro procedimento da mamoplastia de aumento com prótese é através das axilas. Na via “axilar”, a cicatriz é quase invisível, já que se confunde aos sulcos naturais do local, além de ser facilmente escondida. A técnica mais comum e aplicável em todos os casos é a por meio da via “inframamária”, que consiste na inclusão através do sulco inferior à mama. A cirurgia é realizada com anestesia local, na maioria das vezes, e dura em média uma hora. O período de internação é de, no máximo, 24 horas.

As cicatrizes decorrentes da cirurgia de mama geralmente são pequenas variando entre dois e quatro centímetros. A cicatrização depende de fatores genéticos da paciente, bem como seu tipo de pele. Pacientes com pele clara têm tendência à cicatrização de boa qualidade. Em contrapartida, pessoas de pele negra ou amarela apresentam cicatrizes de menor qualidade, mas isso não é uma regra geral. Na consulta pré-operatória o médico avalia os antecedentes genéticos e observa outras cicatrizes do paciente para obter um prognóstico e tomar precauções. Existem vários recursos que podem melhorar as cicatrizes hipertróficas e queloidianas, que serão avaliados pelo seu médico no momento adequado respeitando as fases da cicatrização.

O processo de evolução da cicatriz se dá em três fases: o período imediato, no qual ela se apresenta pouco visível, excetuando os casos em que há reação aos pontos pela pele; o período mediato, até o sexto mês após a cirurgia, quando ocorrerá a mudança de cor de vermelha para marrom e um espessamento gradativo; e o período tardio, do sexto ao décimo segundo mês, que é aquele em que a cicatriz começa a se tornar mais clara e fina, atingindo aos poucos o aspecto definitivo.

Pré-operatório

O resultado de qualquer cirurgia plástica, assim como a garantia de sucesso durante o procedimento, dependem de uma série de fatores. Entre eles há os que o paciente não interfere: a experiência do médico, a qualidade dos equipamentos, local adequado, a técnica, etc. Mas, para garantir a eficácia da operação e aumentar as chances de satisfação, o próprio paciente deve tomar alguns cuidados antes da realização da cirurgia.

As recomendações para o pré-operatório da Inclusão de Prótese de Mama, cirurgia plástica de seios, são as seguintes:

• Programar suas atividades sociais, domésticas ou escolares, de modo a não se tornar indispensável a terceiros, por um período de aproximadamente dez dias;

• Comunique a Clínica em caso de gripe, indisposição;

• Ficar em jejum absoluto - sólidos e líquidos - pelo período de 08 horas que antecedem o horário da cirurgia e cafeína por 12 horas;

• Informar o médico sobre qualquer medicação que habitualmente toma.

• Evitar bebidas alcoólicas e cigarros durante os dois dias anteriores à cirurgia;

• Não usar esmalte ou base nas unhas das mãos;

• Levar para o Hospital:
   º Blusa aberta na frente com botão ou zíper;
   º Modelador que será utilizado após o término da cirurgia;
   º Exames pré-operatórios;


A cirurgia

A técnica cirúrgica preferida pelo Dr. Wagner Montenegro para a inclusão de prótese de silicone é a via axilar, pois proporciona uma cicatriz pequena e de difícil percepção. A posição da prótese é entre o músculo e a glândula mamária, já que o resultado obtido é de aspecto natural e mais sensual. Mas, vale lembrar que cada paciente possui uma necessidade diferente e, portanto, o planejamento da cirurgia deve ser individualizado, sendo possível a escolha de diferentes métodos a fim de proporcionar o melhor resultado possível.

A cirurgia de inclusão de prótese mamária normalmente dura de
uma a duas horas. O primeiro passo da cirurgia é a assepsia e, em seguida, a anestesia que pode ser local com sedação ou geral.

É feita uma incisão em cada axila e, com o auxílio do retrator, o cirurgião abre espaço para obter melhor acesso à região em que será colocada a prótese. Após obter espaço suficiente, o médico introduz a prótese já preenchida de volume ideal para a paciente. Antes de fechar as incisões, o cirurgião ajusta a posição das próteses com movimentos bilaterais, de modo a garantir que não se movimentem além do necessário. Finalmente as incisões são fechadas com pontos que devem ser removidos na consulta de retorno após alguns dias de repouso.

Para que o resultado da cirurgia seja o melhor possível, é imprescindível que a paciente siga as orientações pós-operatórias do cirurgião plástico e que não faça esforços. Os dias após a operação podem ser incômodos e a paciente pode sentir algumas dores. O uso do sutiã cirúrgico é obrigatório e deverá ajudar no processo de recuperação. É importantíssimo que a paciente tenha todo o auxílio em casa para que não precise levantar os braços. O período pós-cirúrgico é tão importante quanto a própria cirurgia para que se obtenha sucesso.

Pós-operatório

O resultado de qualquer cirurgia plástica, para que atinja as expectativas tanto do paciente quanto do cirurgião depende de uma série de fatores. Entre eles há os que o paciente não interfere: a experiência do médico, a qualidade dos equipamentos, local adequado, a técnica, etc. Mas, para garantir a eficácia da cirurgia, evitar possíveis complicações e passar por uma recuperação tranqüila e saudável, quem se submete a cirurgias plásticas precisa se ater a alguns cuidados específicos de cada procedimento.

As orientações para o pós-operatório de Inclusão de Prótese Mamária são as seguintes:

• Banho de chuveiro no dia seguinte à cirurgia, utilizando sabão neutro (glicerinado);

• O curativo deverá ser efetuado após o banho, aplicando pomada adequada sobre todas as cicatrizes e cobrindo-as com gaze seca (não usar fitas adesiva, esparadrapo ou micropore), colocando o modelador (sutiã ou cinta);

• Não movimentar excessivamente os braços;

• Tomar a medicação prescrita pelo tempo recomendado, principalmente os antibióticos;

• A exposição solar será orientada pela equipe nos retornos pós-operatórios;

• Comparecer a todos os retornos pós-operatórios, pois são fundamentais para o bom resultado de sua cirurgia. Caso não possa vir, avise a Clínica com antecedência..

Obs.: Siga as instruções que lhe serão dadas por ocasião da alta Hospitalar, relativa à movimentação dos membros superiores ou massagens.

Cirurgia Passo a Passo



1. Mamoplastia de aumento

Introdução

As mamas de uma mulher ajudam a definir sua feminilidade, e como há muitas formas, tamanhos e aspectos diferentes, também ajudam a determinar sua personalidade. Por essa razão, as mudanças que elas sofrem podem ser desagradáveis e fazer com que as mulheres se sintam menos femininas e achem que perderam a vitalidade da juventude. Assim como outras partes do corpo, as mamas sofrem alterações decorrentes da genética, envelhecimento, gravidez e amamentação, ganho ou perda de peso e mudanças hormonais. Mamas firmes e simétricas geralmente começam a cair, ficando com um aspecto pesado ou flácido. Uma mamoplastia de aumento, ou mastopexia, pode ajudar a mama a ficar firme novamente, que definirá as curvas do corpo e dará aos seios uma aparência jovial.

2. Anatomia da mama
Antes de saber como uma mamoplastia de aumento pode ajudar a corrigir mamas flácidas, é importante que você entenda sua anatomia. As mamas são formadas por diferentes tipos de tecido conhecidos como glandular, gorduroso e fibroso, que se estendem sobre o músculo peitoral ao longo da parede torácica. Os tecidos glandulares são constituídos de lóbulos e ductos. Durante a lactação, os lóbulos e os ductos mamários são responsáveis pela produção e transporte do leite ao mamilo, respectivamente. As glândulas da mama são cercadas por uma camada de tecido gorduroso que dá a ela sua forma e leveza. Os ligamentos suspensórios, que são feitos de fibras, ou o tecido conjuntivo, são entrelaçados entre as glândulas mamárias e os ductos. Esses ligamentos unem a mama à parede torácica e permitem que ela permaneça suspensa, mas se mova livremente com o corpo.

3. Quais as causas para as mamas mudarem de forma?
Embora existam muitos fatores que possam contribuir para a flacidez das mamas, o processo de envelhecimento e os efeitos da gravidade exercem um papel importante nessas alterações. Assim como acontece com a pele do rosto, a pele ao redor da mama perde a elasticidade devido a uma ruptura gradativa da rede de sustentação da pele, que faz com que ela se torne flácida. Além disso, os ligamentos suspensórios que unem a mama à parede torácica enfraquecem e esticam por conta da gravidade. As mamas aumentam durante a gestação e a amamentação, o que faz a pele esticar ainda mais. À medida que as mamas diminuem de tamanho após a gravidez, a pele que estava esticada agora está flácida. Por fim, as mudanças de peso e até as alterações hormonais podem modificar o aspecto das mamas. Esses fatores, associados, podem fazer a mama cair ou, em alguns casos, inclinar para baixo.

4. Ptose mamária e técnica cirúrgica
Durante o procedimento de mamoplastia de aumento, o excesso de pele é retirado, e a pele restante, esticada. Consequentemente, a forma das mamas melhora e elas são reposicionadas. O médico avaliará o grau da ptose, ou queda das mamas, para determinar o procedimento mais adequado. Normalmente, existem três graus de ptose, classificados como leve, moderado e acentuado, que são determinados pela posição da aréola em relação à prega inframamária e ao esterno. Em geral, há ptose leve se a aréola estiver na prega inframamária. Se a aréola estiver aproximadamente um ou dois centímetros abaixo da prega inframamária, as mamas apresentam ptose moderada; nos casos de ptose mamária acentuada, a aréola pode estar dois ou três centímetros abaixo da prega inframamária e inclinar para baixo. Existem quatro técnicas básicas de mamoplastia de aumento, conhecidas como periareolar, circumareolar, vertical e em âncora, usadas para corrigir graus cada vez maiores de ptose, respectivamente.



5. Técnica periareolar
A técnica periareolar, ou em crescente, envolve uma incisão em meia lua no topo da aréola. Essa técnica é o procedimento menos invasivo que chega a um pequeno grau de elevação. Por esse motivo, é indicada para pessoas com mamas pequenas ou que apresentam ptose mamária leve.

6. Técnica circumareolar
A circumareolar, ou em rosca (doughnut), é uma técnica que envolve uma incisão circular em torno da aréola. Essa técnica é o procedimento menos invasivo que chega a um pequeno grau de elevação. Por esse motivo, é indicada para pessoas com mamas pequenas ou que apresentam ptose mamária leve.

7. Técnica vertical
A técnica vertical envolve uma incisão em forma de V que se estende no contorno superior da aréola e abaixo da linha média da mama. Embora seja levemente mais invasivo, este procedimento chega a um alto grau de elevação. Por esse motivo, esse tipo de incisão é indicado para pessoas com mamas grandes e que apresentam ptose mamária moderada ou acentuada.

8. Técnica em âncora
A técnica em âncora envolve uma incisão em forma de âncora que se estende no contorno superior da aréola e lateralmente na porção inferior da mama. Embora seja o tipo mais invasivo de mamoplastia de aumento, essa técnica chega a um maior grau de elevação. Por esse motivo, é indicada para pessoas com mamas grandes e que apresentam ptose mamária acentuada. Essa animação descreve a técnica em âncora, que é uma das mais comuns realizadas atualmente.

9. Preparo cirúrgico
A duração de um procedimento de mamoplastia de aumento pode variar de uma a quatro horas, dependendo de sua complexidade e se um procedimento adicional, como a colocação de próteses, será realizado ao mesmo tempo. Antes do início do procedimento, a área a ser tratada é limpa, e um anestésico será administrado. O médico provavelmente aplicará uma anestesia geral onde você dormirá durante o procedimento. Além disso, serão desenhadas as linhas da incisão para indicar as áreas da pele que serão removidas.

10. Incisão em âncora
Com o auxílio de um bisturi, o médico faz cuidadosamente uma incisão ao longo das linhas pré-marcadas. A incisão estende-se além do perímetro superior da aréola. Essa área indica seu novo perímetro superior. A região abaixo dela será unida e esticada, deixando a mama mais ereta.

11. Remoção da pele
Usando vários instrumentos cirúrgicos, o médico levanta a pele e a separa dos tecidos abaixo. A aréola e o mamilo permanecem intactos, enquanto as áreas da pele adjacente são removidas. Para assegurar que a mama tenha total mobilidade, o médico pode usar um cauterizador para destruir, ou remover, o tecido ao longo do perímetro da linha da incisão.

12. Reposiciometanto da aréola
Após a remoção do excesso de pele, o perímetro superior da aréola é costurado até o perímetro externo da incisão. Com isso, o tecido da aréola e da mama é reposicionado.

13. Fechamento da Incisão
A incisão é fechada colocando-se suturas ao longo da linha média vertical e da prega inframamária, assim como ao redor do perímetro da aréola. Alguns médicos também podem preferir colocar suturas externas ao longo da incisão. Antes de fechá-la totalmente, o cirurgião pode colocar um dreno cirúrgico em cada mama, embora alguns profissionais prefiram não usá-lo. Finalmente, podem ser colocadas suturas Steri-strip ou ataduras de gaze para proteger os locais da incisão durante a cicatrização.

14. Recuperação da mamoplastia de aumento
O médico pode recomendar o uso de um certo tipo de malha de compressão após o procedimento. Essa malha apertada ajudará a diminuir o inchaço evitando a formação de líquido, além de proporcionar conforto e sustentação. Talvez você tenha que usá-la por algumas semanas. Se houver drenos cirúrgicos, eles, além das bandagens, serão removidos em alguns dias, enquanto os pontos indissolúveis podem permanecer durante uma ou duas semanas. Pode ser que você sinta dor leve e observe inchaço e hematomas, assim como dormência ao redor da aréola, que devem desaparecer em algumas semanas. Embora já se sinta apta a retornar ao trabalho em uma semana, recomenda-se evitar atividades pesadas, como a prática de exercícios, por três ou quatro semanas após o procedimento, de modo que seu corpo tenha tempo suficiente para cicatrizar.

15. Resultados da mamoplastia de aumento
Você notará uma diferença drástica no formato e na posição das mamas logo após o procedimento. Ainda observará mudanças em sua aparência à medida que o inchaço diminuir e as mamas se adaptarem às novas posições. Na verdade, pode levar um ano até que os resultados finais sejam visíveis. Embora as cicatrizes resultantes da mamoplastia de aumento sejam permanentes, com o tempo, elas ficam pouco perceptíveis, tornando-se linhas finas e brancas. É importante observar que, se você engravidar após uma mamoplastia de aumento, os efeitos da gestação e da amamentação poderão comprometer os resultados e fazer com que suas mamas fiquem flácidas e mudem de forma novamente. Apesar de a mamoplastia de aumento não impedir o processo de envelhecimento, ela pode ajudá-la não apenas a melhorar a posição de suas mamas, como também deixá-las mais firmes por muitos anos.







Informações
(11) 5539-1811


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